Shamchai Oliveira
Shamchai Oliveira

No dia do goleiro, especialistas apontam mudanças na forma de jogar

Ídolo do São Paulo, Zetti ressalta diferença no perfil físico para entrar em campo atualmente

O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2017 | 17h40

Visando a comemoração do dia do goleiro, foi realizado na noite da última terça-feira, o workshop "A Melhor Defesa", com especialistas da posição. Nomes como Zetti, Harlei, Rene, Sidão e Felipe marcaram presença no  Esporte Clube Banespa, em São Paulo, para falar sobre a função.

Ídolo do São Paulo, Zetti ressaltou que as características atuais da posição são diferentes das do tempo em que jogava. "O perfil físico hoje em dia é mais alto, leve e rápido. Não pode carregar uma carcaça, especialmente quando são avaliados na base. Fui mandado embora do Guarani e ainda saiu no jornal da cidade que eu estava gordo. Desde cedo convivi com pressão", disse.

O evento contou com uma plateia de cerca de 250 pessoas e ficou marcado ainda pelas participações dos preparadores de goleiros Haroldo Lamounier (São Paulo), Mauri (Corinthians), Thiago Mehl (Bahia e seleção de base) e Wagner Miranda (ex-Flamengo e Tianjin Quanjian-CHI). 

Mehl explicou a importância do arqueiro saber atuar com os pés. "O goleiro de hoje está mais inserido no modelo tático dos times. Hoje joga mais com os pés, participa do começo da construção ofensiva das jogadas, com linhas de passe, abrindo passe pra ser um desafogo para os zagueiros e volantes e também participa dos momentos de transição defensiva, fazendo coberturas fora da área com os pés, com a cabeça, sempre muito atento e mais adiantado."

Uma das grandes dificuldades de quem joga de baixo das traves é o fato de poder permanecer por um longo período no banco de reservas, já que não é comum uma troca constante de goleiros na equipe titular. Ainda assim, quando a oportunidade aparece, o defensor precisa mostrar estar apto para agarrar a chance. 

"Eles treinam todos como se fossem titulares. É a mesma exigência. Quem entra pra jogar está tão preparado quanto o outro", contou Haroldo Lamounier.

 

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