Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Luxemburgo demonstra interesse em assumir o São Paulo: 'No mercado'

Treinador elogia plantel do clube paulista: 'É o melhor do Brasil'

MARCIO DOLZAN, O Estado de S. Paulo

26 de maio de 2015 | 12h37

Vanderlei Luxemburgo se disse "surpreso" com a demissão do comando técnico do Flamengo, mas considerou nesta terça-feira que sua saída era questão de tempo. Segundo ele, as críticas que fez em relação ao CT do Flamengo e ao fato de ter de jogar partidas como mandante fora do Maracanã incomodaram membros da diretoria. Ele ainda deixou claro que, caso o São Paulo ainda tenha interesse, poderá treinar a equipe paulista.

"Eu estou surpreso porque há 20 dias, quando tive sondagem do São Paulo, o presidente do Flamengo (Eduardo Bandeira de Mello) disse que eu era fundamental", comentou Luxemburgo. "Como é que mudou três semanas depois? Isso me causa uma surpresa muito grande. Flamengo fala muito de projeto, gestão... Como é que fica a situação do profissional, que passa por momentos difíceis? O presidente disse que eu era fundamental. Vai ver era um projeto de 20 dias", ironizou.

Luxemburgo ainda deixou claro que só não aceitou assumir o São Paulo anteriormente por causa do compromisso que tinha com o clube da Gávea. "Fiquei por causa do Flamengo, mas, pensando friamente, o São Paulo tem o melhor elenco do Brasil hoje e um convite é de envaidecer. Como estou livre no mercado, escuto proposta. Tem dois clubes que gostaria de trabalhar, Inter e São Paulo. Me chamaram e não fui pelo Flamengo", lembrou. Em dezembro, Luxemburgo foi contatado pela diretoria do clube gaúcho, mas quis ficar no rubro-negro carioca.

Mesmo se dizendo surpreso, o técnico declarou que sua permanência no cargo era questão de tempo. "Já estava determinado que eu ia sair do Flamengo. Em Atibaia, (Alexandre) Wrobel (vice de futebol do clube) e Fred (Luz, diretor geral do clube) foram lá incomodados com as minhas entrevistas sobre o CT ser acanhado e sobre eu falar que prefiro jogar no Maracanã. O Flamengo tem vontade de jogar seis vezes fora", disse Luxemburgo.

"Isso incomodou o conselho gestor, que mandou Fred e Wrobel discutir comigo. Quando falei mal do CT, é porque precisa mudar. As melhorias eu que fiz em 2011", destacou, referindo-se a uma outra passagem que teve pelo clube, então dirigido por Patrícia Amorim.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.