Cesar Greco|Agência Palmeiras
Cesar Greco|Agência Palmeiras

No Palmeiras, Tchê Tchê encara a Ponte, onde falhou como Danilo Neves

Time alviverde tenta repetir boa atuação do jogo com o Atlético-PR

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2016 | 07h00

Há pouco mais de dois anos, ele achava seu apelido muito infantil e resolveu tentar a carreira com o nome de batismo. Mas o meia Danilo Neves não teve sorte. Sequer foi inscrito na lista dos 28 jogadores da Ponte Preta para a disputa do Paulista. Neste sábado, o polivalente Tchê Tchê tem a chance, com a camisa do Palmeiras, de mostrar diante do ex-clube, às 16h, no Moisés Lucarelli, que ter voltado a utilizar o apelido foi a escolha certa.

O conflito do atual jogador do Palmeiras com o apelido começou quando ele foi para a Ponte Preta, maior desafio da carreira até aquele momento. Preocupado com as brincadeiras, Tchê Tchê resolveu ser identificado como Danilo Neves. 

“Um amigo colocou esse apelido por falar que eu era parecido com um tal Tchê Tchê da rua dele. Quando cheguei na Ponte, resolvi usar meu nome, para passar mais seriedade”, explicou o jogador, que no Palmeiras deve ser mais utilizado como lateral e volante. 

O problema é que, como Danilo Neves, a carreira foi uma decepção. Na Ponte, não convenceu o técnico Guto Ferreira a ficar nem na lista dos inscritos para o Paulista e fez apenas um jogo, contra o Vilhena, pela Copa do Brasil.

Sem espaço, foi emprestado ao Boa Esporte ainda como Danilo. Outra passagem sem brilho, onde fez somente três partidas no clube mineiro. No fim de 2015, foi devolvido ao Audax e retomou o apelido. 

Como Tchê Tchê, brilhou no Campeonato Paulista, foi eleito a revelação do torneio, atraiu diversos clubes interessados e fechou com o Palmeiras. “Danilo Neves nunca mais”, prometeu. “O apelido não tem nada a ver com a música. É mais antigo”, brinca, referindo-se ao sucesso do sertanejo Gusttavo Lima.

O ex-Danilo Neves deve repetir hoje o que fez contra o Atlético-PR, quando trocou de posição constantemente com Jean entre lateral-direito e volante. 

Dúvida na frente. A formação do Palmeiras deve ser praticamente a mesma que goleou os paranaenses por 4 a 0, na primeira rodada do Brasileiro. A dúvida é sobre a condição física de Lucas Barrios. Na quinta-feira, ele deixou o treino mancando e ontem não foi para o campo. Ficou em São Paulo para fazer tratamento enquanto a delegação viajou à tarde. Segundo a assessoria do clube, o paraguaio fará tratamento para tentar jogar. 

Duas novidades são as presenças de Fabrício e Dudu no banco. O meia conseguiu a regularização na CBF e o atacante se recuperou de lesão na coxa direita . 

Eduardo Baptista disse que tem dúvida no ataque da Ponte Preta. Clayson, Galhardo e Rhayner disputam uma vaga. 

FICHA TÉCNICA

PONTE PRETA: João Carlos, Jeferson, Douglas Grolli, Kadu e Reinaldo; Matheus Jesus, João Vitor e Ravanelli; Felipe Azevedo, Clayson (Rhayner) e Wellington Paulista

Técnico: Eduardo Baptista

PALMEIRAS: Fernando Prass; Tchê Tchê, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Jean, Matheus Sales e Cleiton Xavier; Róger Guedes, Gabriel Jesus e Alecsandro

Técnico: Cuca

JUIZ: Leandro Pedro Vuaden (RS)

LOCAL: Moisés Lucarelli, em Campinas

HORÁRIO: 16h

 

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