No papel, Palmeiras sai na frente do São Paulo no clássico

Clube de Palestra Itália possui um banco de reservas com mais opções do que o rival do Morumbi

Juliano Costa, Jornal da Tarde

14 de março de 2008 | 10h27

Vanderlei Luxemburgo diz há quase duas décadas que um campeão "não se faz com 11 jogadores, mas com um elenco". Esse é o tal do planejamento, segundo o técnico do Palmeiras. "É ter várias peças de reposição, para poder usá-las conforme a necessidade." Veja também: MP investiga São Paulo por crime contra o meio ambiente Essa premissa vinha sendo seguida pelo São Paulo nos últimos dois anos. Com pelo menos dois bons jogadores para cada setor, Muricy Ramalho armou um supertime, que passeou nos Campeonatos Brasileiros de 2006 e 2007. Mas os tempos mudaram. Hoje, é o Palmeiras quem ostenta um elenco maior, com várias boas opções. Já o São Paulo tem problemas até para escalar a defesa, o ponto forte dos últimos dois anos. Com a suspensão de Miranda e as lesões de Alex Bruno e Alex Silva, Muricy ficou só com um zagueiro à disposição para o clássico de domingo: Juninho. André Dias, recuperando-se de lesão muscular, deve ir para o sacrifício. Ele seria o 18º e último jogador à disposição de Muricy. Não há mais alternativas. O elenco, que já era pequeno, tem quatro jogadores machucados e dois suspensos. Alguns juniores, como Sérgio Mota e Alex Cazumba, completarão o banco de reservas. Os três novos reforços - Jancarlos, Éder e Éder Luís - nem viajarão a Ribeirão Preto. Chegaram depois do prazo de inscrições no Paulistão. Faltou planejamento para o São Paulo.  Balanço Palmeiras São PauloJogadores no elenco 28 27Jogadores usados no Paulista 27 22Jogadores negociados no Paulista 3 1Machucados 1 4Suspensos 2 2Reforços para a temporada 9 8Reforços não inscritos no Paulista 0 3Atletas disponíveis para o clássico 25 18O Palmeiras, em contrapartida, tem esbanjado força. Vanderlei Luxemburgo tem pelo menos 25 jogadores à disposição para o jogo - e isso porque ele "se livrou" de Marcelo Costa, William e Osmar, emprestados para o Ipatinga na semana passada. Jogadores de qualidade como David, Martinez e Denilson estarão à disposição no banco de reservas. Só Pierre e Lenny estão suspensos. Ninguém, além do meia Deyvid Sacconi, está machucado. PESSIMISMO TRICOLORRogério Ceni fez uma análise pessimista do elenco são-paulino. "As coisas mudaram muito no banco de reservas. São muitas lesões, cartões, além dos jogadores negociados. Não contávamos com a perda de tantos atletas. Somos limitados em jogadores e qualidade." Muricy foi obrigado a concordar com o capitão. "Não consigo arrumar a defesa, o meio-de-campo... toda hora perco um jogador. Nesse sentido,o Palmeiras leva vantagem. O Rogério tem razão." A pujança palmeirense se deve aos grandes investimentos feitos pela Traffic, a agência de marketing esportivo que se lançou no mercado de contratação de jogadores no ano passado. O primeiro deles foi o zagueiro Gustavo, que veio do Paraná para o Palestra. "No Palmeiras, não existem só 11 titulares, mas um elenco, grande e numeroso, com muita qualidade", diz o beque. "Prova disso foi o jogo contra a Ponte. Não tínhamos Valdivia e Diego Souza, suspensos. Mas quem entrou deu conta do recado." Além de Gustavo, outros três jogadores foram contratados pela Traffic: Henrique, Diego Souza e Lenny. A agência adquiriu ainda parte dos direitos econômicos de Diego Cavalieri, David, Valmir, Pierre e Makelele. Com esse dinheiro, o Palmeiras só precisou vender um jogador em janeiro - o meia Caio, que foi para o Eintracht Frankfurt, da Alemanha. Já o São Paulo vendeu o zagueiro Breno, o lateral-esquerdo Jadílson, o meia Souza, e os atacantes Diego Tardelli e Leandro.

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