Susana Vera/Reuters
Susana Vera/Reuters

No Real Madrid, o desafio de Kaká: reviver os bons tempos de Milan

Meia tem se esforçado para mostrar que chegou a hora de voltar à posição de titular absoluto

O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2011 | 08h15

SÃO PAULO - A passagem de Kaká pelo Real Madrid tem sido cheia de percalços. Desde sua saída, um tanto a contragosto, do Milan, em junho de 2009, o meia não conseguiu reviver a boa fase que teve no clube italiano, em especial em 2007. Naquele ano, ganhou a Liga dos Campeões, o Mundial de Clubes e o título de melhor jogador do mundo da Fifa.

Aproximadamente cinco meses depois de sua apresentação oficial na equipe espanhola, o meia, que custou 65 milhões (cerca R$ 159,2 milhões, uma das maiores transações do futebol internacional), sofreu com uma pubalgia que o afastou dos gramados por 42 dias e o fez perder cinco partidas. Ao voltar, não conseguiu uma sequência de bons desempenhos.

O ano de 2010 começou difícil para o jogador, que viu o Real ser precocemente eliminado da Liga dos Campeões. Kaká foi considerado um dos vilões do tropeço diante do Lyon, da França e, pela primeira vez na carreira, passou a frequentar o banco de reservas com maior frequência.

O CALVÁRIO CONTINUOU 

Uma contusão na perna esquerda impediu qualquer possibilidade de o meia tentar mostrar serviço e retomar a posição de protagonista ao lado do português Cristiano Ronaldo. Ficou pouco mais de um mês parado e voltou apenas às vésperas da Copa da Alemanha.

O Mundial se apresentou como a possibilidade de um divisor de águas para Kaká, que pretendia se consagrar como um dos líderes da seleção brasileira, apesar de não estar 100% clinicamente. A eliminação para a Holanda, no entanto, acabou com os sonhos do jogador, que voltou para a Espanha tendo de encarar uma dura realidade: uma nova contusão. Desta vez, foi necessário uma cirurgia para raspar a cartilagem do joelho esquerdo.

A recuperação foi lenta. Operado em agosto, Kaká só voltou a jogar em janeiro deste ano e, durante o período, começaram os rumores de uma possível transferência para outro clube, que não se concretizou. Desde o retorno, o meia tem se esforçado para convencer o técnico José Mourinho de que chegou a hora de voltar à posição de titular absoluto. O desempenho contra o Ajax, esta semana, talvez ajude.

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