Lucas Merçon/Fluminense; Alexandre Vidal/Flamengo
Lucas Merçon/Fluminense; Alexandre Vidal/Flamengo

No Rio, Flamengo busca ser tricampeão e Fluminense quer encerrar jejum de 9 anos

Ambos os times estão envolvidos na Libertadores e, por isso, devem preservar alguns jogadores nas duas finais

Ricardo Magatti, Estadão Conteúdo

15 de maio de 2021 | 06h08

Flamengo e Fluminense começam a decidir neste sábado, às 21h05, o título do Campeonato Carioca de 2021. Enquanto o time rubro-negro busca ser tricampeão, a equipe tricolor quer voltar a levantar uma taça do Estadual depois de nove anos. Ambos estão envolvidos na Libertadores e, por isso, devem preservar alguns jogadores nas duas finais.

O Fluminense é o mandante da partida de ida, neste sábado, e o Flamengo será o anfitrião do jogo de volta, daqui a uma semana. Os dois confrontos serão disputados no Maracanã. Se houver dois empates, o título será definido nas cobranças de pênalti.

Os rivais fizeram as duas melhores campanhas da primeira fase do torneio, com o time de Rogério Ceni em primeiro e o de Roger Machado, em segundo. Nas semifinais, a equipe rubro-negra passou fácil pelo Volta Redonda, com duas vitórias tranquilas (3 a 0 e 4 a 1), enquanto que o tricolor avançou à final depois de eliminar a Portuguesa (1 x 1 e 3 a 1).

Flamengo e Fluminense fazem a final do Carioca pelo segundo ano consecutivo. Em 2020, o time rubro-negro, ainda sob o comando do português Jorge Jesus, levou a melhor e ficou com o título. Agora, a missão é buscar a terceira conquista consecutiva do Estadual, torneio que o time tricolor não vence desde 2012 e que quer voltar a conquistar para dar o troco no rival.

"Vai ser um jogo difícil, como sempre foi contra o Fluminense. É clássico e final. A gente espera fazer o que fazemos com todos os adversários: dominar a partida do início ao fim, tentar controlar a partida, criar o maior número de chances possível e poder sair vitorioso", analisou Willian Arão, que tem atuado na zaga, setor mais questionado pelos erros recorrentes.

Se for campeão, o Flamengo, maior campeão estadual com 36 taças, abrirá seis títulos de vantagem para o Fluminense, segundo com mais troféus (31). Se depender de Nenê, isso não vai acontecer. O experiente meio-campista de 39 anos diz que o time aprendeu com a derrota do ano passado.

"Às vezes a gente consegue as coisas somente passando pela experiência. E tivemos isso ano passado. Infelizmente ficamos no quase e esse ano com certeza aprenderemos com o que aconteceu ano passado. Estaremos focados o tempo todo, os 180 minutos, para que possamos conquistar a vitória esse ano e trazer esse título para a torcida do Fluminense, que merece muito. É isso: experiência e saber o que devemos e o que não devemos fazer através do que passamos ano passado para que esse ano seja diferente", resumiu.

Em campo, como disputam no meio de semana mais um jogo da fase de grupos da Libertadores e, embora estejam em boa condição em suas chaves, não garantiram a classificação ao mata-mata, os dois times devem ter alguns titulares preservados. É provável que tanto Ceni como Roger deem descanso para alguns de seus atletas mais desgastados.

Para o Flamengo, há notícias boas. Rodrigo Caio e Gerson, desfalques nos últimos jogos, participaram normalmente das atividades que antecederam ao clássico e estão à disposição de Ceni, que, porém, não confirmou se os escalará. Da formação tida como ideal, apenas Diego Alves, como uma fibrose na coxa, segue como baixa. Renê e Michael, que não são titulares, mas jogam com frequência, seguem no departamento médico sem prazo para retornar.

Do outro lado, desfalque certo é Hudson, que sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito no início do mês e passou por cirurgia. O jovem atacante John Kennedy cumpriu isolamento de duas semanas por covid-19, mas, como desenvolveu sintomas um pouco mais fortes da doença em relação a outros atletas que foram infectados, deve continuar fora para readquirir a forma física ideal. Se quiser poupar alguns atletas, Roger tem boas opções para usar, como Cazares, Caio Paulista e Abel Hernandez.

"Eu tenho um grupo forte, que sempre que foi chamado para entrar na arena correspondeu bem. Desde lá dos meninos no início do Estadual, com um grupo diferente pelo recesso de 10 dias dos demais. Hoje não me preocupa em nada os que vão para campo porque estamos sempre bem servidos", falou o técnico do Fluminense.

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