No Rio, Klinsmann faz elogios à seleção

O técnico da Alemanha, Juergen Klinsmann, se portou como um ?bom convidado? fazendo elogios à seleção brasileira e afirmando que sua equipe somente será campeã do mundo em 2006 se tiver ajuda da ?sorte?. O treinador veio ao País para participar do 2.º Fórum Internacional de Futebol e apontou Brasil, Argentina, Itália, França e Holanda como favoritas para ganhar a Copa. ?Acho que Brasil e Argentina são as duas forças do futebol sul-americano capazes de ganhar. Já a Alemanha, só com um pouco de sorte poderemos chegar ao título?, disse Klinsmann, que, em seguida, destacou os times europeus e as possíveis surpresas. ?Na Europa, as tradicionais escolas: Itália, França e Holanda. Já a Ucrânia, México e Estados Unidos podem surpreender?. Mas, no que depender de Klinsmann, Brasil e Alemanha farão o confronto final da Copa do Mundo. O alemão, que como atleta ganhou o Mundial de 1990, brincou ao dizer que já firmou o compromisso com o técnico da seleção brasileira. E, para tentar, com a ?ajuda da sorte?, chegar ao triunfo, o treinador explicou sua opção por alterar a forma de atuar do time. A mudança da formação tática de 3-5-2 para 4-4-2 foi apontada pelo técnico da Alemanha como um dos principais fatores para o desenvolvimento da equipe. Ressaltou que o time será ofensivo durante a Copa do Mundo explorando a força física, rapidez e a agressividade de seus atletas. Durante sua palestra ?Remodelando a seleção alemã rumo à Copa do Mundo de 2006?, Klinsmann ainda destacou que a equipe, apesar da inexperiência ? média etária de 23 anos ? já está ciente da potencialidade de seu conjunto. Para o treinador, a Alemanha possui uma identidade e nem mesmo o fato de estar a 16 jogos sem vencer uma seleção de alto nível o incomoda. ?Venceremos na hora certa?. Klinsmann ainda fez uma análise da decadência do futebol alemão nos últimos anos. Para o treinador, o término das ?peladas de rua? fez com que os jogadores habilidosos da Alemanha deixassem de ser revelados. ?Tínhamos um futebol de rua que acabou. Hoje, o futebol juvenil está mais organizado e, onde se busca o craque, na rua, não tem mais?, contou Klinsmann. ?Nosso outro problema, esse em menor escala, é o êxodo de jogadores, que provoca a queda da qualidade em nosso futebol?. Ao final, apesar de não revelar o seu voto para o melhor jogador de 2005 na eleição da Fifa, o técnico da Alemanha se rendeu à habilidade do atacante Ronaldinho Gaúcho, do Barcelona. Destacou ser um prazer assistir aos jogos do atleta, ressaltando o caráter excepcional de sua técnica ?pela capacidade de resolver uma partida em minutos?. E como possíveis destaques do Mundial da Alemanha, citou os brasileiros Ronaldinho Gaúcho e Adriano, o português Cristiano Ronaldo, além de seu principal astro, Ballack.

Agencia Estado,

01 de dezembro de 2005 | 19h32

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