Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

No Rio, Palmeiras define seu futuro contra o Flamengo

Derrota significará rebaixamento do clube paulista, que torce contra Portuguesa e Bahia

Daniel Batista, de O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2012 | 09h09

SÃO PAULO - Acreditar em uma reviravolta histórica é o que motiva o Palmeiras para enfrentar o Flamengo neste domingo, às 17 horas, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), pela 36.ª rodada do Campeonato Brasileiro, naquele que pode ser um dos jogos mais tristes dos últimos dez anos do clube.

 

Embora os palmeirenses reclamem de azar nas últimas partidas, a equipe só chega viva para encarar os cariocas graças à sorte de ter adversários que, assim como o time alviverde, não tiveram capacidade de fazer seus resultados. "É o jogo de nossas vidas. Neste jogo, pode terminar aquilo que a gente não quer. Durante a semana, trabalhamos muito para conseguir o resultado", contou o técnico Gilson Kleina.

 

O Palmeiras poderia ter sido rebaixado na rodada passada, mas a Portuguesa perdeu para o Botafogo e o Bahia não passou pelo Cruzeiro. "A nossa sorte é que dos que estão lá embaixo só o Sport demonstra uma reação. Os outros estão tropeçando como nós. Temos de acreditar que o momento dos adversários vai continuar assim e que nós vamos começar a fazer a nossa parte", disse um confiante e esperançoso Gilson Kleina.

 

A missão alviverde parece tão árdua que nem mesmo a vitória neste domingo é garantia de que o time consiga se manter vivo na Série A. Caso o Bahia derrote a Ponte Preta e a Portuguesa supere o Grêmio, o Palmeiras estará matematicamente rebaixado. "É muito ruim saber que não dependemos só de nós, mas, se estamos assim, é porque não fomos capazes de fazer a nossa parte anteriormente", disse o gerente de futebol, César Sampaio.

 

Embora saiba que a missão é muito difícil, Gilson Kleina não joga a toalha e espera que caso o rebaixamento seja concretizado, que pelo menos o elenco tenha dignidade e lute até o fim das partidas, como aconteceu nos últimos jogos. A atuação diante do Fluminense é usada como exemplo, já que mesmo com três jogadores machucados em campo (Correa, João Denoni e Patrick Vieira) a equipe teve chances de empatar. "Mostramos que somos fortes e que não vamos nos entregar fácil".

 

Mas como tudo tem sido difícil para o Palmeiras, Gilson Kleina precisa superar um adversário que persegue a equipe ao longo do campeonato e que parecia distante nas últimas rodadas: o excesso de jogadores machucados.

 

Desfalques certos são João Denoni, Henrique e Wesley, todos lesionados, e Luan, suspenso. A preocupação maior está em Patrick Vieira, que se recupera de um entorse no tornozelo esquerdo, e com Marcos Assunção, que tem recebido infiltrações para conseguir atuar. Com muitas dores, o volante não conseguiu treinar durante a semana e virou dúvida. Mesmo que consiga ir par o jogo, não estará 100%.

 

Com isso, Gilson Kleina terá de apostar nos meias Mazinho e Tiago Real para tentar continuar vivo na elite nacional. A situação é tão delicada que o treinador pode ter de recorrer aos garotos da base para compor o banco de reservas, como Bruno Dybal e Wellington, e o volante Tinga, que foi afastado por Felipão e, após ser emprestado para diversos clubes, está de volta e ainda não teve oportunidade com Gilson Kleina.

 

FLAMENGO X PALMEIRAS

 

Flamengo: Paulo Victor; Wellington Silva, Renato Santos, Gonzales e Ramón; Amaral, Ibson, Renato e Cleber Santana; Hernane e Vagner Love. Técnico: Dorival Júnior.

 

Palmeiras: Bruno; Artur, Román, Maurício Ramos e Juninho; Márcio Araújo, Correa, Mazinho e Tiago Real; Maikon Leite e Barcos. Técnico: Gilson Kleina.

 

Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)

 

Local: Raulino de Oliveira (Volta Redonda-RJ)

 

Horário: 17h

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