No São Caetano, clima de revolta

Após a decisão do STJD, que tirou 24 pontos do São Caetano, por ter escalado o zagueiro Serginho com problemas no coração, o clima no estádio Anacleto Campanella hoje era de revolta. Com a punição, o time do ABC caiu para 14ª colocação, com 53 pontos, ficando de fora da briga por uma vaga na Copa Libertadores da América, mas também sem riscos de rebaixamento para a Série B. Na manhã desta terça-feira, os jogadores voltaram aos trabalhos, após a goleada sofrida para o Atlético-PR, no último domingo, por 5 a 2. Eles se reuniram nos vestiários junto com o técnico Péricles Chamusca e a comissão técnica, decidindo não dar declarações sobre o caso. O único que chegou a falar alguma coisa foi o próprio Chamusca, que, no entanto, manteve a ponderação. "Infelizmente fomos punidos nos tribunais. Agora temos que nos fortalecer e nos unir para vencermos os dois próximos jogos (Santos e Atlético-MG)", afirmou o treinador. Curiosamente, Chamusca passou por esta situação no primeiro semestre. Na ocasião, ele comandava o Santo André, que foi punido por ter escalado jogadores irregulares. Na época, o time do ABC perdeu 12 pontos e por pouco não foi rebaixado à Série C. "Foi mais uma situação que nos prejudicou. Mas o Santo André reagiu e conseguiu permanecer na Série B", recordou o técnico. Para a próxima partida, contra o Santos, no ABC, Chamusca não poderá contar com quatro jogadores: o zagueiro Dininho, o ala Ceará, mais os atacantes Fabrício Carvalho e Euller, todos suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Além deles, o goleiro Sílvio Luiz e o atacante Fernando Baiano se recuperam de lesões. Em princípio, ainda não foram definidos os substitutos.

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