Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

No São Paulo, Lúcio é um zagueiro com cara de Libertadores

Veterano, jogador faz sua estreia no torneio continental nesta quarta contra o Atlético-MG

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

12 de fevereiro de 2013 | 10h05

SÃO PAULO - Apesar de estar disputando pela primeira vez a Libertadores, o zagueiro Lúcio sabe muito bem o que terá pela frente. Ele, que já brilhou em competições internacionais como a Copa dos Campeões, quer mostrar serviço nesta quarta-feira, diante do Atlético-MG, fora de casa, quando o São Paulo estreia na fase de grupos da competição. “A gente espera uma competição forte, que costuma chamar a atenção de todos os clubes”, avisa o veterano, que foi campeão na Copa de 2002 com a seleção e depois de quase 12 anos no exterior optou por retornar ao futebol brasileiro.

 

Mesmo tendo feito sua carreira fora do País, Lúcio evita fazer comparações entre as competições realizadas na Europa e na América do Sul. “É minha primeira vez na Libertadores, então não posso comparar muito. Claro que existem diferenças na organização e questões de segurança e disciplina. Mas temos de entender que a cultura do futebol aqui é diferente. De qualquer forma, teremos jogos difíceis contra equipes de qualidade”, diz.

 

O primeiro passo será dado contra o Atlético-MG, que tem como destaque o meia Ronaldinho Gaúcho, que já atuou com Lúcio na seleção brasileira. O zagueiro conhece bem o rival, mas acha que o São Paulo não pode ficar preocupado apenas com ele. “É um jogador de muita qualidade, sempre preocupa, mas é dentro de campo que precisamos ter atenção, não só com ele, mas com toda a equipe do Atlético-MG. Ouvi dizer também que os torcedores fazem muita pressão no estádio”, explica, sobre o fato de a partida ser disputada no Independência.

 

Com exceção do goleiro e capitão Rogério Ceni, todos os titulares foram poupados na partida de sábado contra o Guarani, pelo Campeonato Paulista. O São Paulo deve entrar em campo com Rogério Ceni; Paulo Miranda, Lúcio, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Douglas, Luis Fabiano e Osvaldo. Com essa formação, Ney Franco espera usar o lateral-direito Douglas na função que Lucas fazia no ano passado. Assim, o atleta atuará no ataque quando o São Paulo tiver a posse de bola, mas voltará para ajudar na marcação no meio quando o time precisar se defender.

 

Para Lúcio, a entrada de Paulo Miranda na defesa ajuda a dar mais segurança para o setor, até porque o time vai jogar fora de casa e sabe que a responsabilidade de tomar a iniciativa do jogo é do Atlético-MG. Ele também explica que a zaga está melhorando e que a equipe inteira está em processo de evolução. “Já melhoramos contra a Ponte e depois contra o Guarani. A equipe está crescendo e os problemas foram resolvidos”, acredita.

IDENTIFICAÇÃO

Lúcio tem a cara da Libertadores. É um jogador que sempre se destacou pela presença em campo, pela força física e seriedade em todos os momentos. Ele explica que, quando está em ação, é bem diferente de quando está longe das quatro linhas. “Quando atuo, esse é meu jeito de ser, pois é uma disputa contra outra equipe. Acho que acontece comigo uma transformação quando estou em campo. Mas no dia a dia procuro manter a calma e o equilíbrio”, revela.

 

Ele discorda da opinião do goleiro Rogério Ceni, que disse que o São Paulo está um pouco abaixo dos outros rivais brasileiros na competição, que mantiveram a base do ano anterior e até se reforçaram. “É dentro de campo que as coisas vão se resolver. Acho que nossa equipe está no mesmo patamar e sempre vou acreditar no time que estou jogando”, avisa, evitando até dar o favoritismo para os clubes do País. “Todos os brasileiros têm equipes fortes, mas a gente sabe que os times de outros países podem surpreender. É preciso muita atenção na Libertadores.”

 

O zagueiro também sabe que a competição sul-americana será uma boa vitrine para ele voltar à seleção brasileira. “Ser convocado não depende só de mim, então tenho de fazer minha parte no clube. É um sonho voltar para a seleção e sei que posso render muito mais ainda”, conclui.

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