Charles Platiau / Reuters
Charles Platiau / Reuters

No sétimo dia da morte de Maradona, Pelé diz: 'Eu te amo, Diego'

Rei do Futebol se declara ao amigo argentino: 'Um mágico com a bola nos pés. Uma verdadeira lenda'

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2020 | 19h09

Pelé voltou a usar as redes sociais nesta quarta-feira para lembrar do sétimo dia da morte de Diego Armando Maradona. O Rei do Futebol postou fotos ao lado do craque argentino e se declarou: "eu te amo". Aos 80 anos, Pelé também falou novamente que pretende jogar ao lado de Maradona no céu.

Ao longo dos anos, Pelé e Maradona disputaram a condição de maior jogador de todos os tempos. Para a ampla maioria dos fãs do futebol de todo o mundo não havia dúvidas de que não existiu ninguém maior do que Pelé. Na Argentina, muitos colocam Maradona como o melhor jogador da história.

"Já se passaram sete dias desde que você partiu. Muitas pessoas adoravam nos comparar durante toda a vida. Você foi um gênio que encantou o mundo. Um mágico com a bola nos pés. Uma verdadeira lenda. Mas acima disso tudo, para mim, você sempre será um grande amigo, com um coração maior ainda. Hoje, eu sei que o mundo seria muito melhor se pudéssemos comparar menos uns aos outros e passássemos a admirar mais uns aos outros. Por isso, quero dizer que você é incomparável", escreveu Pelé. ⠀

"A sua trajetória foi marcada pela honestidade. Você sempre declarou seus amores e desamores aos quatro ventos. E com esse seu jeito particular, ensina que temos que amar e dizer “eu te amo” muito mais vezes. Sua partida rápida não me deixou dizer, então apenas escrevo: Eu te amo, Diego", acrescentou.

Pelé finalizou o texto lembrando de sua comemoração tradicional ao marcar gols. "Meu grande amigo, muito obrigado por toda a nossa jornada. Um dia, lá no céu, vamos jogar juntos no mesmo time. E vai ser a primeira vez que eu vou dar socos no ar sem estar comemorando um gol, mas sim, por poder te dar mais um abraço."

Maradona e Pelé tiveram uma relação de amor e ódio. Eles nunca se encontraram nos campos, mas fora deles se enfrentaram, fizeram amizade, competiram, brigaram e se reconciliaram. Durante muito tempo, Pelé não perdoava Maradona por seus vícios e atos de rebeldia, enquanto o argentino desprezava Pelé por sua ligação com a cartolagem do futebol.

Depois de muitos atritos e alfinetadas entre as partes, eles se reconciliaram definitivamente em 2016. "Chega de brigas", declarou Maradona quando eles se encontraram em Paris para uma "festa pela paz", organizada por uma marca de relógios. "Agora, estamos de mãos dadas", respondeu Pelé de braço dado com Maradona, que o ajudava a entrar nas instalações do evento enquanto caminhava com uma bengala.

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