Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

No STJD, Leão nega relação com suposto caso ilícito de convocação

Ex-técnico da seleção disse não ter existido propina para chamar Leomar para a seleção

SÍLVIO BARSETTI E TIAGO ROGERO, Agência Estado

21 de março de 2013 | 15h53

RIO - O técnico Emerson Leão, em depoimento que levou pouco mais de uma hora, esclareceu aos auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que ele não teve "envolvimento nenhum com qualquer caso ilícito de convocação de jogador para a seleção brasileira". Referia-se à denúncia recente do presidente do Sport, Luciano Bivar, de que em 2001 o meia Leomar só chegou à seleção por causa de um esquema de corrupção, com pagamento de propina a um lobista.

"Estou muito feliz de estar aqui para tentar ajudar o tribunal nessa situação. Toda vez que venho ao SJTD chego decepcionado ou envergonhado porque cometi um erro ou fui expulso de alguma partida", declarou Leão, em seu depoimento nesta quinta-feira no Rio.

Depois do depoimento de Leão, o auditor Miguel Cançado e o procurador Paulo Schmitt começaram a ouvir Antônio Lopes, que à época era o coordenador da seleção brasileira, comandada pelo técnico Leão.

Quando terminou seu depoimento, Leão disse aos jornalistas que recebeu, na última terça-feira, um telefonema de Bivar. A conversa, segundo o técnico, foi rápida, de menos de um minuto. "Ele perguntou se estava tudo bem, se já tinha prestado depoimento. Não dei sequência porque estava dirigindo e não queria ser multado", contou o treinador, que considera a relação dele com o presidente do Sport como sendo profissional e distanciada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.