Cesar Greco/Agência Palmeiras
Cesar Greco/Agência Palmeiras

No tribunal, Palmeiras sai na frente em disputa com o Corinthians

Enquanto Alviverde comemora poder contar com Valdivia, Alvinegro luta para transformar suspensão de Guerrero em multa

Daniel Batista e Vitor Marques, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2014 | 07h01

O clássico entre Corinthians e Palmeiras começou no tribunal. Os rivais travam uma disputa no STJD para ver quem consegue lidar melhor com a lei e ter o seu destaque em campo. No lado alviverde, a vitória é certa: Valdivia está confirmado. Do lado alvinegro, ausência de Guerrero causa apreensão e uma certa revolta.

Dirigentes do Corinthians consideram "injusta" e "absurda" a suspensão de Guerrero por três jogos em julgamento realizado no Pleno, a última instância do STJD. Numa última cartada, o departamento jurídico do clube pediu ao tribunal que punição fosse trocada por uma multa em dinheiro.

O STJD afirmou que até quinta-feira à noite nenhuma petição havia sido enviada e que o presidente Caio César Vieira Rocha só decide com base num pedido formal. O problema, alegam os cartolas, é que o atacante foi absolvido no primeiro julgamento. A procuradoria do STJD entrou com recurso, pedindo um novo julgamento. Na quarta, veio a sentença definitiva: três jogos de gancho.

Guerrero foi denunciado pelo empurrão ao árbitro Leandro Bizzio Marinho, num lance que foi comparado ao do meia Petros. O jogo foi disputado pela Copa do Brasil, contra o Bragantino, nas oitavas de final. Como o Corinthians já foi eliminado, a pena têm de ser cumprida em jogos pelo Brasileiro.

Sendo assim, Guerrero perde os clássicos diante do Palmeiras e do Santos, além do jogo contra o Coritiba. O técnico Mano Menezes expressou a indignação da diretoria e ainda cutucou a decisão do STJD em "liberar" Valdivia. "Achei estranho fazer um acordo para um jogador e decidir quando ele vai cumprir suspensão. Isso me pareceu estranho para o futebol. Se a lei permite isso, a lei está errada. O infrator não pode escolher como vai cumprir a pena. Quem define é quem julga", disse o treinador corintiano.

RISCO CALCULADO

Se no Corinthians, o clima é de decepção e irritação, no Palmeiras todos comemoram a boa jogada feita pelo departamento jurídico do clube. Valdivia foi expulso diante do Flamengo por ter dado um pisão no volante Amaral e acabou condenado pelo STJD por duas partidas.

O chileno cumpriu um jogo, por ter recebido o cartão vermelho, e conseguiu o efeito suspensivo. O julgamento do meia, onde provavelmente seria confirmada a punição, aconteceria na quarta-feira, dia do jogo contra o Cruzeiro. Mas os advogados do clube resolveram retirar o pedido de efeito suspensivo, para que ele cumprisse a pena diante do Cruzeiro e estivesse livre para o jogo deste sábado. A decisão foi considerada um sucesso, pois o Palmeiras não foi derrotado e humilhado no Mineirão, como muitos acreditavam, e ainda terá o chileno 100% para o clássico. Valdivia está eufórico.

Na quarta-feira, ele acompanhou o confronto com o líder do campeonato, mas antes fez um forte treino no CT do Atlético-MG – ele viajou com o time para Belo Horizonte. O chileno sabe da dificuldade que o clube teve para conseguir colocá-lo em campo neste sábado e por isso está muito focado na partida.

Nesta quinta-feira, ele treinou com os jogadores que não participaram da partida em Minas e depois da atividade ainda fez um trabalho muscular com o fisioterapeuta cubano José Amador, levado ao Palmeiras pelo jogador. A ideia de Dorival Júnior é contar com Valdivia durante os 90 minutos. A preocupação é apenas com sua questão disciplinar.

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