Cio Campos/Estadão
Cio Campos/Estadão

No Uruguai, seleção se hospeda no bairro do primeiro gol da história das Copas

Estádio de Pocito, que colocou o francês Louis Laurent na história das Copas, já não existe mais

Ciro Campos, enviado especial a Montevidéu, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2017 | 13h50

A seleção brasileira está matematicamente bem perto da próxima Copa do Mundo e geograficamente ao lado de onde a história dos Mundiais começou. A equipe do técnico Tite lidera as Eliminatórias com folga e escolheu como concentração em Montevidéu, para o jogo desta quinta-feira com o Uruguai, um hotel no bairro de Pocitos, a cerca de 30 minutos de caminhada onde um antigo e já demolido estádio foi palco do primeiro gol da história das Copas, em 1930.

A região nobre da capital uruguaia tem a praia como principal atrativo. Até 1940 o bairro tinha outro ponto de referência, pois batizava o antigo estádio do Peñarol. Após o clube optar por jogar no Centenário, em 1933, o antigo estádio foi demolido para a construção de ruas e de loteamentos para casas. Da estrutura física da praça esportiva, nada restou. Na região onde ficava o antigo campo atualmente só existem casas, estabelecimentos comerciais e memoriais discretos para relembrar onde foi marcado o gol histórico.

A equipe de Tite está hospedada a 2 km do local onde foi dado o pontapé inicial da rodada inaugural da primeira Copa do Mundo, em 13 de julho de 1930. No estádio de Pocitos, a França entrou em campo para enfrentar o México às 15h, junto com o início de Estados Unidos x Bélgica, no Parque Central. Nas partidas simultâneas, o francês Louis Laurent entrou para a história por ter marcado o primeiro gol da vitória por 4 a 1 apenas quatro minutos antes de o norte-americano McGhee anotar o dele diante dos belgas.

O feito do francês está relembrado em Pocitos apenas por dois monumentos discretos. No local exato onde era o centro do campo, atualmente funciona uma lavanderia. O estabelecimento foi comprado pelos donos atuais em 1972, mais de 30 anos depois da demolição do estádio. Na calçada logo à frente há uma placa fixada no chão e um totem para demarcar a antiga posição do círculo central.

O autor do monumento é o artista plástico Eduardo di Mauro, responsável também pela escultura do outro lado da rua, onde um poste faz referência à antiga posição da trave onde Laurent fez o gol. Os dois memoriais foram inaugurados em 2006, após a prefeitura encomendar um estudo arquitetônico e histórico para tentar identificar a posição exata do antigo estádio. Ao fim do trabalho, houve um concurso para eleger quais obras seriam as escolhidas para marcar a localização desses dois pontos.

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