Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Nobre banca permanência de Kleina no Palmeiras e fala em reforços

Presidente diz que não tem motivos para demitir o treinador e pretende fazer reavaliação do elenco

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2014 | 07h04

SÃO PAULO - A surpreendente eliminação para o Ituano pode provocar mudanças no elenco do Palmeiras. Como aconteceu em outras decepções recentes, é criado um clima de muita expectativa para saber o que vai acontecer para que o time consiga entrar melhor no Campeonato Brasileiro e não se desanime na Copa do Brasil. O presidente Paulo Nobre, como um bombeiro, tratou de aparecer para dar explicações.

Para evitar polêmica, o presidente de antemão garantiu a permanência de Kleina. "Vamos fazer uma análise geral. Iremos nos reunir para avaliar a situação, mas já quero adiantar, o Kleina fica, pois não tem o porque mudar o trabalho dele", avisou o dirigente, visivelmente constrangido com a eliminação.

A tal avaliação que será feita por Nobre e seus comandados se refere ao elenco. A avaliação da diretoria e comissão técnica é que alguns jogadores que chegaram nessa temporada ainda não conseguiram mostrar a que veio e algumas posições o elenco claramente tem deficiências. "Vamos fazer uma análise em todos os setores para ver quais posições precisamos fazer mudanças", disse o dirigente.

A ideia é ir atrás de pelo menos um lateral-direito, um zagueiro, um volante e um centroavante. Além de definir quem chega, é preciso também acertar a situação de alguns atletas. Alan Kardec tem contrato até junho e o Palmeiras negocia com o Benfica sua contratação. O jogador já topou um contrato de produtividade e o que está pendente é o quanto será o salário do jogador. Quanto a Wesley, a situação é mais complicada. O clube ainda não formalizou uma proposta de renovação e o jogador tem contrato até fevereiro do ano que vem, mas em agosto já pode assinar um pré-contrato.

Em relação ao jogo, Nobre disse ter ficado chateado, mas que não considera uma zebra o resultado do Pacaembu. "Como torcedor, a gente sempre acha que o time grande não pode perder para o menor, mas quem milita no futebol sabe que essa situação acontece com certa frequência. Entretanto, não podemos tratar com naturalidade e achar que está tudo bem. Sei que o grupo tinha totais condições de ser campeão paulista", analisou.

A reunião para começar a definir os rumos da equipe deve acontecer nesta semana. O elenco do Palmeiras não tem muito tempo para lamentações, já que na quarta-feira enfrenta o Vilhena, novamente no Pacaembu, pela Copa do Brasil.

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