Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Nobre procura por um novo 'especialista' para o futebol do Palmeiras

Alexandre Mattos, dirigente bicampeão brasileiro com o Cruzeiro, é o favorito para assumir o cargo de homem forte do futebol no clube

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

08 de dezembro de 2014 | 07h00

Paulo Nobre já disse algumas vezes que o carro chefe do Palmeiras é o departamento de futebol, por isso, o setor merece uma atenção especial do dirigente neste ano. Com as finanças mais equilibradas, uma das primeiras decisões do presidente reeleito é escolher o novo diretor de futebol do clube. José Carlos Brunoro e Omar Feitosa, que são diretor executivo e gerente de futebol, respectivamente, não ficarão para o ano que vem.

O nome mais forte para assumir o cargo era o de Rodrigo Caetano, que trabalhou no Vasco neste ano, mas uma mudança de planos pegou o Palmeiras desprevenido. O Flamengo demitiu Felipe Ximenes e foi atrás do dirigente, que parece ter decidido a permanecer no Rio. Assim, Nobre tem que correr atrás de outras opções e os nomes de Alexandre Mattos, do Cruzeiro, é o mais forte para assumir o comando do clube no momento. Eduardo Maluf, do Atlético-MG, e Felipe Ximenes, que acaba de deixar o Flamengo, correm por fora.

Independente de quem for o escolhido para comandar o futebol do Palmeiras, é certo que ele terá poder para fazer a transformação no clube, que deve acontecer para o ano que vem. Nobre não abre mão de dar a palavra final em todas as contratações e dispensas, mas quem cuidará de toda a negociação será o novo diretor de futebol.  A preocupação no clube é que o presidente faça como aconteceu com José Carlos Brunoro na negociação de Alan Kardec. O diretor executivo acertou as bases salariais com o atacante e no momento de fechar o acordo, Nobre pediu para o jogador reduzir o salário e a postura irritou o atleta, que foi parar no São Paulo.

O presidente já afirmou que sua prioridade para a próxima temporada é tentar cuidar mais do clube em um todo. Na primeira gestão, ele se dedicou demais ao futebol e acabou se desgastando e enfraquecendo outros setores do clube. Por isso, a necessidade de ter um profissional especializado no setor é fundamental. Quem chegar, terá um árduo trabalho pela frente. Nobre quer manter a base da equipe deste ano para a próxima temporada e como o elenco é numeroso e bastante limitado, serão necessárias constantes trocas de jogadores.

No total, sem contar atletas que esporadicamente treinam ou até vão para o banco de reservas em jogos do time principal, o Palmeiras tem 39 atletas. A diretoria não fala em números, mas geralmente as comissões técnicas preferem trabalhar com, no máximo 30 jogadores. Além da chegada e saída de atletas, algo que também será tratado com mais atenção na próxima temporada é a relação do profissional com a base do clube.

Como o clube ainda vive uma delicada situação financeira, o clube quer dar mais espaço para jovens que podem ajudar o clube tecnicamente e financeiramente, caso sejam negociados em um futuro. Como a transformação no elenco se faz necessária, a chegada de um novo diretor de futebol se tornou uma das primeiras missões de Nobre após ser reeleito presidente. Pessoas da diretoria asseguram que tudo deve ser resolvido em no máximo duas semanas. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.