Noitada de jogadores cria confusão nos bastidores do São Paulo

Superintende Marco Aurélio Cunha é criticado por não acobertar uma balada organizada por quatro atletas

Marcius Azevedo, Jornal da Tarde

30 de setembro de 2008 | 18h13

O clima no São Paulo ficou tenso com uma balada fora de hora organizada na última quarta-feira pelos jogadores Éder (desligado nesta segunda-feira do clube), Júnior, Jorge Wagner e Rodrigo. A diretoria pretendia acobertar a festa para não prejudicar a concentração. Mas o superintendente Marco Aurélio Cunha revelou o ocorrido à imprensa.   Veja também: Para Muricy, São Paulo está em sua melhor fase Brasileirão Série A - Classificação Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão   Marco Aurélio caiu em desgraça com o restante da diretoria porque ao ser questionado sobre o motivo da rescisão antecipada de Éder - era para deixar o clube em dezembro -, ele confirmou a realização de uma balada.   Foi o único a contar a história. E ficou sozinho nessa. O diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes negou qualquer problema envolvendo os atletas citados, como fez o técnico Muricy Ramalho. "O que acho é que nossos jogadores estão cumprindo a determinação nos treinos e jogos. O que acontece fora daqui é problema deles. Se começar a interferir, aí nós discutiremos o assunto".   Os jogadores que tiveram seus nomes envolvidos na noitada também negaram o fato. Rodrigo, inclusive, ficou irritado com o questionamento, queria tirar satisfação com os jornalistas nesta terça. Jorge Wagner disse que nunca saiu com Éder. O mesmo fez Júnior. Havia um quinto elemento que até esta terça não era conhecido: Richarlyson. Curtiram até o sol raiar no Bar Mada, Vila Madalena.   Mas não foi a noitada em si que irritou Muricy. O problema foi o momento da farra. No início da semana passada, o treinador pediu foco no jogo contra o Cruzeiro. Tanto que antecipou em um dia o início da concentração. Os jogadores se apresentaram na sexta.   Como Éder já iria ser dispensado no fim do ano, a diretoria só antecipou sua saída. Júnior, que também vai embora, ficará encostado - ele não foi para o banco contra o Cruzeiro, no domingo. Os outros três levaram apenas um puxão de orelha.   "Existem momentos especiais que você quer sair para comemorar. Em outra hora seria normal, mas pelo momento é complicado. Quem não fez parte, precisa ficar alerta, tem hora para tudo. Tem hora de ficar com os filhos, hora de tomar uma cerveja", disse o goleiro Bosco. "O importante é que não influenciou no jogo. Conseguimos vencer um rival direto".   Muricy vê o time forte. "Dá para perceber, quando você conhece bem o elenco, se ele pode reagir ou não. Estamos bem na parte física, tática e técnica. O grupo está confiante. Seremos um time duro e muito forte nessa reta final".   O treinador destacou ainda o aspecto psicológico. "Nosso ambiente é ótimo e os atletas estão confiantes". Há ainda a aposta nos tropeços dos líderes Palmeiras e Grêmio. "Os times de cima estão oscilando. Eles sentem a pressão".

Tudo o que sabemos sobre:
São Paulo FCBrasileirão Série A

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.