Noite de tranqüilidade para a PM no Morumbi

E a tranqüilidade reinou no Morumbi. Os 370 policiais militares destacados para a segurança da partida desta quarta-feira, pela semifinal da Copa Libertadores da América, não tiveram trabalho para controlar a multidão são-paulina que seguiu para o estádio. Foram poucos momentos de tensão - e todos eles em campo. O primeiro foi quando um balão incendiado caiu no gramado, próximo da área ocupada pelo goleiro Osvaldo Sanchez ocupou no primeiro tempo. O mexicano, porém, pisando no artefato, apagou-o rapidamente. A apreensão da torcida, porém, só foi superada pelos segundos antes de o goleiro Rogério Ceni defender o pênalti cobrado por Morales. A diretoria do Chivas, que preferiu ficar com apenas mil ingressos, em vez dos três mil a que tinha direito, teve razão em prever baixa adesão de sua torcida. Apenas 30 pessoas ocuparam o setor destinado ao clube. ?Jogo de uma torcida só é assim mesmo. Não tivemos nenhum grande incidente?, afirmou o major Carlos Botelho, comandante do 2º Batalhão de Choque. De acordo com o oficial, os portões do Morumbi ficaram abertos até o segundo tempo para evitar cenas como a do jogo contra o Estudiantes, há duas semanas, quando muitos torcedores, com ingressos na mão, não conseguiam entrar no estádio porque as entradas foram fechadas. A única ocorrência digna de nota aconteceu fora do Morumbi. Dois cambistas brigaram e um deles foi ferido com um objeto cortante, sem gravidade. O agressor foi levado para o 34º Distrito Policial. Diante do clima de sossego, o ex-judoca e vereador Aurélio Miguel (PL), são-paulino assumido, aproveitou para fazer corpo-a-corpo com o eleitorado. Agora, ele tenta uma vaga em Brasília, na Câmara dos Deputados. Correligionários da deputada estadual Dra. Havanir (PSDB) também aproveitaram a movimentação para distribuir santinhos para a candidatura federal da biomédica.

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