Jean Nunes/Brazil Photo Press
Jean Nunes/Brazil Photo Press

Nordeste aumenta presença na Série A do Campeonato Brasileiro

Serão três times em 2016, contra apenas um nesta temporada

Glauco de Pierri, O Estado de S. Paulo

07 de dezembro de 2015 | 07h00

O Nordeste do País terá três equipes na Série A em 2016 – este ano, apenas o Sport representou a região. Além do Rubro-negro do Recife, que terminou o Brasileirão na sexta colocação, o também pernambucano Santa Cruz e o Vitória, da Bahia, estão de volta à disputa da principal competição nacional. Os três são garantia de ótima presença de público nos jogos em casa e ajudam a redesenhar o mapa do futebol nacional para a próxima temporada.

A Série B deste ano não reservou grandes surpresas no G-4. O Botafogo, como se esperava, garantiu seu retorno como campeão. O Santa Cruz ficou em segundo, o Vitória foi o terceiro e o América-MG, o quarto. 

Dessa forma, o Estado de São Paulo continuará como o mais forte na Primeira Divisão, com cinco equipes. Minas Gerais agora tem três times, junto com o Rio de Janeiro. O Estado que mais perdeu força foi Santa Catarina – de quatro para dois times (Joinville e Avaí rebaixados, e Chapecoense e Figueirense na Primeira Divisão). 

O maior destaque das subidas e descidas do futebol brasileiro fica por conta do retorno do Santa Cruz à elite. A equipe contou com uma média de 14.845 torcedores por partida durante o ano, maior do que 12 clubes que disputaram a Série A. O time foi comandado pelo técnico Marcelo Martelotte, que neste sábado anunciou sua renovação de contrato com o clube pernambucano até o final de 2016 e treinará o time na Série A.

O maior destaque do Santa Cruz foi o atacante Grafite, ex-jogador do São Paulo e da seleção brasileira, que chegou durante a disputa do campeonato – o time chegou a ocupar a 18ª colocação, mas com consistência conseguiu reverter a situação e garantir uma das vagas do acesso. Ele disputou 15 jogos, anotou sete gols e foi fundamental na arrancada da equipe.

“Agora é planejar muito bem a próxima temporada. Tem o Pernambucano, a Copa do Nordeste, a Copa do Brasil e a Série A, que é um campeonato muito difícil. É importante para o clube subir e conseguir permanecer no mínimo dois, três anos para se restabelecer, se reestruturar economicamente. É uma batalha muito grande para subir, por isso é preciso um planejamento para não ficar brigando no ano seguinte para evitar o rebaixamento”, disse o atacante em recente entrevista ao Estado 

Foi justamente isso o que ocorreu com o Joinville, Avaí e Vasco. Os três times permaneceram na principal divisão do Brasileirão apenas uma temporada, e no ano que vem precisarão terminar de novo entre os quatro primeiros colocados para retornarem à elite do futebol nacional. A única equipe que subiu no ano passado e ficou foi a Ponte Preta, fato que serve de alerta para as novas equipes na Série A. 

NOVIDADES 

A Segunda Divisão do Brasileirão contará com quatro equipes tradicionais em suas regiões, mas que estavam foram da Série B há alguns anos. O campeão da Série C foi o Vila Nova, de Goiás. Também subiram o Londrina (vice), Tupi-MG (terceiro) e o Brasil de Pelotas (quarto). 

Nesta temporada, os quatro últimos colocados da Série B foram o Macaé (RJ), ABC(RN), Boa Esporte (MG) e Mogi Mirim (SP). Eles vão jogar a Terceira Divisão em 2016. A Série D também reservou boas surpresas entre os times que subiram para a Série C. 

O campeão foi o Botafogo de Ribeirão Preto, que tenta voltar aos seus melhores dias. O vice ficou com o River, do Piauí. Também subiram o Remo, clube com uma das maiores torcidas da região Norte, e o Ypiranga, do Rio Grande do Sul. Do lado inverso da tabela, os últimos quatro colocados da Terceira Divisão foram rebaixados. Foram eles o Águia de Marabá (PA), Icasa (CE), Madureira (RJ) e Caxias (RS).

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