Andrea Comas/Reuters
Andrea Comas/Reuters

Norueguês de 16 anos chega ao Real e planeja trabalhar com Zidane

Martin Odegaard vai ganhar mais de R$ 1 milhão por mês e ficará por enquanto no time B do clube sob o comando do técnico francês

O Estado de S. Paulo

22 de janeiro de 2015 | 15h04

Uma das maiores promessas do futebol mundial vestiu nesta quinta-feira a camisa de um dos clubes mais poderosos da história. Aos 16 anos e com a transferência avaliada em R$ 8,2 milhões, o meia norueguês Martin Odegaard chega ao Real Madrid para receber o salário mensal de R$ 1,1 milhão e trabalhar como comandado do francês Zinedine Zidane, técnico da equipe B do Real.

Revelado pelo Stromsgodset o garoto passou os últimos anos sendo observado por gigantes como Barcelona, Bayern de Munique e Manchester United. O norueguês teve a oportunidade de passar por períodos de testes nesses times e ficou ainda mais famoso no ano passado, quando ainda aos 15 anos estreou pela seleção do seu país em amistoso contra Emirados Árabes.

"Ele é um jogador extraordinário, em quem depositamos muitas esperanças. Queremos que o seu extraordinário talento cresça aqui. Isso é o mais importante", disse na apresentação o vice-presidente esportivo do clube, Emilio Butragueño. O jogador se mudou com toda a família para a Espanha (pai, mãe e mais três irmãos) e admitiu ter como desafio aprender o idioma local.

Odegaard disse em sua apresentação realizar um sonho e mesmo ciente das expectactativas sobre o seu futebol, garantiu não sentir pressão. "Estou muito contente. É um sonho cumprido e é muito empolgante poder treinar com este clube. Tenho muita vontade de começar", comentou. "Não sinto pressão. Vou tentar desfrutar ao máximo deste sonho de estar aqui", completou.

Assim como Neymar, Odegaard também é filho de ex-jogador. Hans Erik, de 41 anos, também atuou pelo Stromsgodset como meia e sempre notou no garoto uma aptidão especial. "Martin tinha uns oito anos e ficava me olhando jogar. Nunca podia ir para casa até que pudéssemos nos juntar em campo para treinar chutes a gol", disse o pai em entrevista para a CNN.

Segundo a imprensa espanhola, o meia canhoto, habilidoso e rápido. Fora de campo, destaca-se por ter uma maturidade acima de média para a sua idade, ser muito concentrado no futebol e ter uma família bem estruturada. Ainda assim, não esconde a ansiedade de garoto. "Se (Carlo) Ancelotti (técnico do time principal) quiser contar comigo, ficarei muito feliz".

Odegaard completou: "O meu objetivo é tornar-me o melhor jogador possível. Não importa se jogo na equipe principal ou no Time B. É uma grande vantagem e também foi importante para tomar esta decisão ter uma segunda equipe de muito bom nível e com um treinador que foi um dos melhores jogadores do mundo."

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