Reprodução / Facebook / TV Cultura
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Nos 50 anos da TV Cultura, 'Cartão Verde' segue como um marco para a emissora

Programa criado na década de 1990 faz sucesso até hoje com a proposta de debate mais sofisticado

Luis Filipe Santos, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2019 | 04h30

Em seus 50 anos de existência, a TV Cultura deixou uma marca visível no esporte, através, principalmente, da sua mesa redonda semanal, o Cartão Verde, atualmente transmitido às quintas-feiras, das 22h30 às 23h30. Quando surgiu, na década de 90, o programa tinha uma proposta diferente dos outros do gênero e apostou em nomes consagrados para atrair o público.

No início em 1993, contava com José Trajano como apresentador, além de Armando Nogueira e Luis Fernando Volpe; a partir de 2000, a apresentação ficou a cargo de Flávio Prado, que conversava com Juca Kfouri, Juarez Soarez e Osmar de Oliveira. Em 2006, Vladir Lemos assumiu o comando, ao lado de Vitor Birner, Xico Sá e Sócrates; com a morte de Sócrates e a saída de Sá, Celso Unzelte e Rivellino foram contratados, chegando na formação atual.

“Acho que a importância do Cartão Verde vai muito pelo público que ele trouxe. O programa trouxe o debate mais sofisticado, para um público que queria ouvir um pouco mais. A ideia não era o confronto, era cada um colocar suas ideias com calma”, avalia Flávio Prado.

Outros pontos diferentes são destacados pelo atual apresentador, Vladir Lemos. “O Cartão foi pioneiro na interação com o telespectador, eu fazia a ponte com eles na bancada antes de apresentar. Lembro da loucura que era quando isso era feito via telefone e fax. Papel pra lá, pra cá. O Cartão também foi o primeiro programa do gênero a ocupar as noites de segunda-feira, dia que acabou adotado para as mesas-redondas dos canais esportivos”, conta.

Hoje, diante da enxurrada de programas do tipo na TV aberta e, principalmente, na TV fechada, ainda há algum diferencial? Membro do programa, Celso Unzelte acredita que sim. “Em relação às outras mesas-redondas da TV aberta, sem dúvida. A ideia no Cartão não é falar todo mundo ao mesmo tempo, é debater antes de divertir”, diz.

Lemos vê caminhos para o programa melhorar. “São muitas as questões. O dia de exibição, por exemplo. Hoje estamos num dia alternativo, mas, do ponto de vista de produção, isso traz dificuldades, pois os jogos de meio de semana reduzem nossa possibilidade de fazer convites”, constata.

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