Adam Warzawa / Reuters
Adam Warzawa / Reuters

Nos pênaltis, Villarreal bate Manchester United na Liga Europa e fatura 1º título da história

Após empate por 1 a 1, espanhóis e ingleses convertem 21 penalidades até Rulli defender cobrança do também goleiro De Gea

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2021 | 19h16

Foram 98 anos de espera, 120 minutos de bola rolando, fora os acréscimos, e 22 cobranças de pênaltis para o Villarreal, enfim, conquistar seu primeiro título europeu. Após 1 a 1 no tempo normal prorrogação, o time espanhol bateu o Manchester United  por 11 a 10 nos pênaltis e conquistou a tão sonhada taça da Liga Europa, na qual parou na semifinal em três oportunidades.

Foi uma festa linda da equipe amarela na Arena Gdansk, na Polônia. Diante de 10 mil torcedores ingleses e espanhóis espalhados pelas arquibancadas. E uma prova que a aposta da diretoria em buscar o técnico Unai Emery, o rei da Liga Europa, deu muito certo. Quinta decisão do comandante espanhol e quarta taça conquistada. Mesmo diante de um gigante do continente, o nanico fez frente, encarou a decisão de igual para igual e conseguiu a inédita conquista.

O herói do jogo acabou sendo Rulli. Após todos os jogadores de linha anotarem suas cobranças, acabou ficando nós pés e mãos dos goleiros a definição do resultado. E o arqueiro argentino do time espanhol acabou levando a melhor. Marcou o seu e defendeu a batida de De Gea.

Rulli, escolhido para defender o Villarreal apenas na Liga Europa, brilhou mesmo não sendo bom jogando com os pés. Garantiu o segundo título seguido invicto de Liga Europa, após o Chelsea em 2020. De quebra, ainda vai para a Liga dos Campeões.

Ciente que o Villarreal adotaria postura mais defensiva na decisão, o técnico Ole Solskjaer não pensou duas vezes em armar um Manchester United ousado. Colocou Pogba e Bruno Fernandes vindo forte do meio, Greenwood e Rashford abertos na frente e Cavani como centroavante, formando um quinteto na frente. Ajudados por um ofensivo lateral-esquerdo Shaw.

A ideia era pressionar para furar a parede amarela. Apesar de ter a iniciativa e jogar no campo ofensivo, contudo, nada de dar trabalho ao goleiro Rulli. As bolas chegavam desviadas ou em cruzamentos e chutes sem direção.

Acostumado a chegar à decisão da Liga Europa, o técnico espanhol Unai Emery disputava a taça pela quinta vez após o tricampeonato com o Sevilla em 2014, 15 e 16. Sempre se destacou pela velocidade nos contragolpes e com seus artilheiros se destacando. Bacca, que agora o ajuda no Villarreal que o diga, pois estava e se destacou nas duas primeiras conquistas.

Na Arena Gdansk, na Polônia, não foi diferente. O Villarreal pouco saia, mas num ataque rápido, falta próxima da área. Parejo cruzou para a área e o atacante Gerard Moreno apareceu entre a marcação para abrir o placar. Depois de iniciar a decisão na defesa, optando somente aos contragolpes, os espanhóis abriram o placar na primeira bola que foi em direção ao gol. 

O atacante se igualou a Giuseppe Rossi como maior artilheiro da história do Villarreal, chegando a seu 82° gol pelo clube. Moreno faz temporada impressionante, com 30 gols. Apenas em 2021, foram 23 bolas na rede.

Em busca do bicampeonato, o United voltou levando um susto. Bacca quase amplia. Os ingleses sofriam diante de uma defesa tão bem postada. O chute de longe era uma saída. E foi decisivo no gol de empate. Rashford arriscou e Cavani aproveitou o rebote para igualar a decisão.

Solskjaer fez careta para festejar o empate e pediu postura ainda mais ofensiva ao time. A resposta de Emery? Tirou um centroavante para a entrada de mais um volante. Mais marcação, mesmo com o empate não servindo para ninguém.

A etapa foi totalmente dominada pelos ingleses, que tiveram boas chances de buscar a virada, mas pecaram mas finalizações. O empate persistiu até o fim e a decisão precisou da prorrogação. Com o time descansado por não ter atuado no fim de semana, o United estava com os 11 titulares em campo, enquanto os espanhóis, mais desgastados, já haviam realizado as cinco trocas.

Em tese, o entrosamento farias diferença para os comandados de Solskjaer. Porém, quem deu a tônica na etapa inicial da prorrogação foi o Villarreal, que resolveu sair da defesa. De Gea começou a trabalhar. Na segunda etapa do tempo extra prevaleceu o medo de perder e as penalidades acabaram inevitáveis. E nela, sob enorme emoção e sofrimento, debaixo de chuva, deu Villarreal pela primeira vez.

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