MARCIO FERNANDES/ESTADAO
MARCIO FERNANDES/ESTADAO

'Nossa liderança incomoda muita gente'

Zagueiro fica chateado por Levir não reconhecer méritos do Corinthians

Entrevista com

Gil

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2015 | 17h00

Assim como o Atlético-MG, o Corinthians também encara o jogo deste domingo como uma final?

Estamos tranquilos. Sabemos que será mais um jogo importante, mas trabalhamos da mesma maneira que foi durante todo o campeonato. Será um jogo muito difícil, mas a nossa equipe é madura.

O Corinthians vai jogar por um empate?

Vamos manter a postura das últimas rodadas. Contra o Figueirense e o Atlético-PR, por exemplo, jogamos fora de casa e conseguimos duas belas vitórias. Sabemos que o Atlético-MG é muito forte no Independência, mas estamos preparados para jogar de igual para igual e buscar a vitória.

Como parar o ataque do Atlético-MG?

O time deles tem excelentes jogadores. O Lucas Pratto, por exemplo, incomoda bastante. Estamos preparados não só para enfrentar os atacantes, mas o time todo. O Leonardo Silva é muito bom nas jogadas pelo alto. Toda a equipe do Atlético-MG tem muita qualidade.

Por que o Corinthians tem a melhor defesa do Brasil?

A equipe inteira se defende bem. Começa com  Love, Malcom, Jadson e Renato Augusto, que correm muito lá na frente. Assim, a bola chega mais tranquila na defesa.

Vocês já fazem as contas para o título?

Não dá para fazer qualquer tipo de previsão. A partir da 28.ª rodada, colocamos na cabeça que cada jogo seria uma decisão. Falta muita coisa para o título. O Grêmio, mesmo um pouco distante, ainda está na briga. Temos de respeitar todos os adversários e manter os pés no chão.

O campeonato está manchado?

Fico chateado quando ouço isso do Levir Culpi porque esse tipo de declaração desmerece o nosso trabalho. Lutamos para chegar até aqui. Sabemos que a nossa liderança incomoda muita gente. Estamos concentrados só nosso trabalho. Aqui, ninguém fala dos outros. Foi assim que chegamos à liderança e será assim que vamos continuar até o final.

Como o Corinthians conseguiu superar a saída de tantos jogadores no meio do campeonato?

Sentimos muito a queda na Libertadores, mas o Tite trabalhou a parte psicológica do grupo e demos a volta por cima. O importante foi a força que o grupo teve de assimilar o mais rápido possível aquela eliminação. Depois das saídas de Guerrero, Emerson, Fábio Santos e Petros, conversamos entre nós porque queríamos saber se mais jogadores iriam deixar o clube. Depois, o Tite conversou comigo, Cássio, Renato Augusto e Vagner Love sobre propostas para sair. Recebi várias propostas, mas optei por ficar porque o clube precisava de mim. Não me arrependo. Agradeço a confiança dos outros jogadores que também preferiram ficar.

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