Reprodução/Twitter/Conmebol
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'Nossa região é discriminada', diz Conmebol sobre críticas do sindicato de atletas à Copa América

Entidade sul-americana afirma que órgão dos atletas desconhece os protocolos e a vacinação dos atletas; sindicato apoia atletas que desistam do torneio por causa dos riscos de contágio da covid-19

Redação, O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2021 | 17h13

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) considera um ato de discriminação as críticas da FIFPro, organização mundial dos jogadores profissionais de futebol, à Copa América no Brasil em função da gravidade da pandemia. De acordo com a entidade sul-americana, o sindicato dos atletas desconhece a realidade da região por possuir “escritórios na Holanda” que difundem documentos carentes de fundamentos e que mostram “clara discriminação à região”.

O posicionamento da Conmebol foi apresentado em uma carta aberta do presidente da entidade, Alejandro Domínguez, à entidade dos atletas nesta terça-feira, 1. Foi uma resposta ao sindicato que decidiu apoiar os atletas que decidissem abandonar o evento por conta da pandemia.

“Nós os convidamos, uma vez mais, para conhecer nossa realidade antes de emitir qualquer tipo de comunicado. Não é a primeira vez que são divulgados documentos sem fundamentos e que mostram uma clara discriminação da região”, diz trecho da carta de Domínguez.

O presidente também reclama de discrimação em outro trecho do documento. “Consideramos uma falta de respeito que a Fifpro não tenha consultado os protocolos das competições. A Copa América será jogada sem público. Nos parece injusto e discriminatório o tratamento dado pela Fifpro”.

A FIFPro publicou nesta terça-feira um comunicado demonstrando preocupação com a mudança da Copa América para o Brasil, anunciada pela Conmebol na última segunda-feira. O sindicato declara que "apoiaria totalmente qualquer jogador que decidir desistir do torneio por razões de saúde e segurança".

Alejandro Domínguez agradeceu ao Brasil por se colocar à disposição para ser a sede da Copa América após a exclusão de Colômbia e Argentina, por causa de problemas internos e da pandemia da covid-19, respectivamente. O paraguaio revelou que o governo do Brasil, comandado por Jair Bolsonaro, deu garantias para a organização do evento.

Na carta, o dirigente sul-americano argumenta que os protocolos sanitários apresentam efetividade de 99%. “Somos a única entidade que conseguiu vacinas para todos os jogadores assim como a comissão técnica e equipes de arbitragem dos países membros”, diz Alejandro. De acordo com a entidade, 70% dos atletas já foram vacinados.

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