Nova esperança para Fabrício Carvalho

O atacante Fabrício Carvalho, afastado do São Caetano desde 2 de fevereiro por conta de uma arritmia, vive a expectativa de retomar sua carreira. A luz no fim do túnel surgiu após novos exames conduzidos pelo médico Beny Schmidt, chefe do laboratório de patologia neuromuscular e professor de anatomia da Universidade Federal de São Paulo, que revelaram condições para a prática do futebol.A versão do especialista da Unifesp contesta determinação do Hospital do Coração (HCor), responsável pelos exames iniciais e pelo afastamento de Fabrício Carvalho, primeiramente por 90 dias e depois por mais 120 dias. "Do ponto de vista neurológico e da musculatura esquelética, não há motivos para impedir que Fabrício pratique futebol. Muitas pessoas têm arritmia e elas podem morrer fazendo sexo em casa. Arritmia não é motivo para impedir alguém de praticar esporte. Não tive acesso aos exames do seu coração, mas estou seguro que ele já pode voltar a jogar", garantiu o especialista.Desde que recebeu o novo diagnóstico, Fabrício Carvalho não se contém de alegria. Quer voltar a atuar o mais breve possível. Pessoas ligadas ao jogador cobram uma definição do HCor. Querem saber ao certo o que provoca a arritmia no coração de Fabrício. "Até hoje, os médicos do HCor não informaram o que ele tem de fato. Apenas o afastaram depois da constatação da arritmia", diz o empresário do atleta, Álvaro Serdeira.O médico Beny Schmidt está tão seguro de seu trabalho que registrou em cartório sua decisão de liberar o atacante. Sua palavra, entretanto, não é suficiente para Fabrício, embora seja nela que se apegue a cada dia que abre os olhos.Fabrício quer mais garantias. Não é fácil contestar resultados do Hospital do Coração, referência em sua especialidade. O médico Maurício Bezerra, que até junho acompanhou o caso trabalhando no São Caetano, faz dois esclarecimentos. Primeiro, que os exames do jogador acusavam o problema no coração "durante esforço máximo". Daí a decisão de afastá-lo imediatamente. E segundo, que havia esperança de a arritmia desaparecer com o tempo.César Jardim, cardiologista do HCor, não entra no mérito das descobertas de Beny Schmidt, mas afirma que todos os exames feitos no atleta constataram a arritmia. "Os exames de 2003/04 do Fabrício estavam normais. Mas os exames feitos no HCor acusaram o problema. Dez médicos assinaram o laudo. Houve consenso da junta médica para afastá-lo e isso nada tem a ver com a caça às bruxas que fizeram após a morte de Serginho. Estamos seguros dos resultados obtidos."Na semana passada, o São Caetano procurou o HCor para novos esclarecimentos. Um encontro entre o médico Beny Schmidt, representantes do clube e médicos do HCor deve definir o futuro de Fabrício.

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