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Albert Gea/Estadão
Nenhum brasileiro no mundo inteiro foi tão citado pela mídia quanto Neymar. O atacante do Barcelona, que em 2015 conquistou nada menos do que quatro títulos, inclusive a Liga dos Campeões e, a cada dia que passa escreve mais a sua história na seleção brasileira, lidera a lista da Forbes e, aos 22 anos, já é considerada a maior celebridade brasileira. Albert Gea/Estadão

Neymar nunca esteve tão perto do top 3 da Fifa

Brasileiro está no páreo com Messi e Cristiano Ronaldo

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2015 | 17h00

A Fifa anuncia nesta segunda-feira os três finalistas ao prêmio de melhor do mundo em 2015. A chance de Neymar aparecer ao lado de Messi e Cristiano Ronaldo nunca foi tão real. O brasileiro tem sido enaltecido por treinadores e jogadores pelo seu desempenho espetacular no Barcelona. A entrega da Bola de Ouro será no dia 11 de janeiro.

Líder no ranking de nacionalidades do prêmio com oito conquistas, o Brasil não tem um finalista desde 2007, quando Kaká foi o vencedor.

Este ano, há um fator que pode ser determinante para Neymar brigar pelo troféu: os capitães e técnicos das seleções tiveram até o último dia 20 para entregar as suas listas à Fifa. Foi justamente na reta final do período da eleição – quando a maioria dos eleitores costuma votar – que Neymar viveu o melhor momento da carreira. Coincidentemente, nos últimos dois meses Messi esteve machucado e Cristiano Ronaldo enfrentou má fase no Real Madrid.

Antes de se apresentar à seleção brasileira no último dia 9 para os jogos contra Argentina e Peru, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, por exemplo, Neymar ostentava números impressionantes. Em oito jogos, havia marcado dez gols.

Desde o primeiro semestre do ano Neymar se firmou como protagonista no Barcelona. O brasileiro terminou a Liga dos Campeões com dez gols, dividindo a artilharia do torneio com Messi e Cristiano Ronaldo.

Detalhe: foram gols decisivos para que o Barça conquistasse o título. Neymar se transformou no primeiro jogador na história a balançar as redes em todos os jogos a partir das quartas de final. Foram três vezes contra o PSG, depois mais três diante do Bayern de Munique nas semifinais e, para fechar com chave de ouro, ele voltou a marcar na decisão com a Juventus.

Esses jogos serviram para alçar o brasileiro ao mesmo patamar de Messi e Cristiano Ronaldo. A dupla, que tem dominado a premiação da Fifa desde 2008, passou, então, a ter um concorrente de peso este ano.

O Barcelona viu Neymar liderar o Barcelona no período em que Messi ficou fora de combate devido a uma lesão no joelho esquerdo. O brasileiro deu conta do recado e encantou o mundo com lances geniais, assim como o argentino vem fazendo nos últimos anos.

Em uma partida contra o Villarreal, Neymar deu um chapéu de costas no seu marcador e, antes de a bola cair, bateu de primeira para o gol. O lance fez o atacante ser comparado a Pelé por parte da imprensa europeia.

Técnicos, jogadores e ex-atletas também passaram a rasgar elogios ao craque. A partir daquele momento, a presença de Neymar na lista dos finalistas ao prêmio de melhor do mundo passou a ser tratada como fato consumado por muita gente.

Ronaldinho Gaúcho, outro craque brasileiro que fez história no Barcelona, puxa a fila de súditos. “Neymar é o melhor do mundo. Na idade em que está, pode evoluir e ficar cada vez melhor. Agora que alcançou o nível de melhor do mundo, pode permanecer lá por cinco, seis anos, confortavelmente”.


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Análise: Brasileiro já superou Cristiano Ronaldo

Neymar deve ganhar a Bola de Prata da Fifa, atrás somente de Lionel Messi. Não há mais dúvidas de que ele já ultrapassou Cristiano Ronaldo como  segundo melhor jogador do mundo.</p>

O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2015 | 17h00

Ele não será eleito o melhor jogador do planeta agora porque Messi, ajudado por Neymar, foi imenso na primeira metade do ano. Está muito claro que Neymar faz parte de um tridente de ataque histórico no Barcelona ao lado de Messi e Suárez. Quem poderia imaginar que um brasileiro poderia se entrosar tão bem ao lado de um argentino e de um uruguaio?

Neymar tem construído uma bela trajetória no Barcelona. É um atacante muito inteligente, que tem dado alegria ao jogo e ao vestiário do Barça com sua forma de ser. Ele é jovem e ainda tem todo um futuro pela frente para ser construído.

O que  fez durante os quase dois meses em que o Messi esteve machucado não foi surpreendente. Logo na sua primeira temporada no Barcelona, quando Tata Martino era o treinador, Messi se machucou em um jogo contra o Betis e Neymar levou o time nas costas exatamente no papel de Messi, como um “falso nove”. Agora, ele compartilhou com Suárez o peso da ausência de Messi e se deu muito bem.

Neymar trouxe ao jogo de Barcelona verticalidade, imaginação, técnica e alegria. Ele lembra o auge de Ronaldinho. Mas, acima de tudo, Neymar tem o “um contra um” muito forte. Ele rompe as defesas e derruba muros com a sua velocidade e dribles.

É injusto dizer que Neymar provoca os adversários com o seu estilo. Na verdade, ele é criativo e, constantemente, inventa coisas com a bola. Ele melhorou muito na marcação pressão (algo essencial no Barça) e tem defendido mais. A seleção brasileira, com certeza, vai se aproveitar do salto de qualidade que o Neymar teve no Barcelona.

* Francesc Aguilar é subeditor do jornal Mundo Deportivo, de Barcelona

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