Robson Fernandjes/Estadçaão
Antes de trazer Kaká, Aidar disse que jogador era a cara do São Paulo: 'Ele tem todos os dentes' Robson Fernandjes/Estadçaão

NOVA ORDEM POLÍTICA MARCA PRIMEIRO ANO DE AIDAR NO SÃO PAULO

Presidente do clube enfrenta início de gestão com ruptura e polêmicas

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

18 de abril de 2015 | 17h00

O primeiro ano da gestão de Carlos Miguel Aidar na presidência do São Paulo foi muito mais movimentado do que o dirigente havia previsto quando ganhou a eleição. O aniversário no cargo, completado na última quinta-feira, encerrou um período inicial marcado por declarações irreverentes, corte de gastos e de intensos movimentos na política do clube.

O cenário atual dentro do Conselho Deliberativo do São Paulo é muito diferente do encontrado em abril do ano passado, quando Aidar chegou ao cargo indicado pelo antecessor, Juvenal Juvêncio. O rompimento dos dois foi em setembro, quando o presidente demitiu o ex-aliado do cargo de diretor das categorias de base dias depois de trocarem acusações sobre a situação econômica do clube.

De um lado, o novo ocupante da principal cadeira no estádio do Morumbi criticava a dívida deixada por Juvenal, que se defendeu ao chamar o seu sucessor de oportunista. "Esse caso não foi o único a ter causado agitação no Conselho. Tivemos outras episódios que acabaram por influenciar na movimentação de forças", explicou o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.


Antes aliados, atualmente Aidar e Juvenal não se falam. A briga entre eles dividiu as preferências dos conselheiros e o cenário atual mostra ainda uma nova "geografia política", com a migração entre antigos oposicionistas e situacionistas para outros blocos e ainda o surgimento de um grupo independente. 

Algumas declarações do presidente nos últimos meses causaram incômodo no clube e aumentaram a rejeição a ele. Em um ano no cargo, o jeito irreverente o levou a alfinetar os rivais. Ao contratar Alan Kardec do Palmeiras, ironizou o presidente do Alviverde, Paulo Nobre, também criticou a localização do estádio do Corinthians e no começo desta semana, disse que pretendia comer uma "peixada", em referência ao confronto com o Santos pela semifinal do Paulista.

"O São Paulo tem que ficar acima de qualquer pessoa ou interesses. O presidente foi legitimamente eleito e trabalhamos para dar a ele sustentabilidade", disse ao Estado o vice-presidente do clube, Júlio César Casares.

FINANÇAS

O aspecto econômico ganhou muita atenção de Aidar no primeiro ano de gestão. O presidente disse ter encontrado um cenário muito adverso, com uma dívida bancária de R$ 160 milhões e o gasto de até R$ 28 milhões por ano com jogadores que estavam emprestados para outros clubes. 

Com a meta de reduzir os custos em até 20%, o dirigente contratou um empresa para ajudar na administração e estabelecer um plano de metas para cada uma das mais de 20 diretorias de clube. "Temos um princípio de administração profissional, com a contratação de pessoas e a chegada em breve de um diretor-executivo", explicou o presidente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Patrocínio master e títulos são o desafio do segundo ano de Aidar

Presidente do São Paulo corre atrás de novas metas para 2015

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

18 de abril de 2015 | 17h00

Para o segundo ano de gestão no São Paulo o presidente Carlos Miguel Aidar tem dois desafios principais. O primeiro é achar um patrocinador master para o clube e o segundo é conseguir satisfazer o anseio do torcedor e conquistar o primeiro título desde a Copa Sul-Americana de 2012.

A falta de anunciante na camisa é um problema que incomoda as finanças do São Paulo. Desde o fim da última Copa do Mundo o Tricolor não tem uma empresa que exibe o nome no espaço principal da camisa. Desde a última quarta-feira o uniforme passou a ter o patrocínio da companhia aérea Copa Airlines, que vai ocupar o local mais nobre por três partidas e depois voltará a ter um espaço mais discreto.

O São Paulo tem uma previsão de déficit de R$ 54 milhões para o orçamento deste ano. O valor foi calculado de acordo com um cenário mais pessimista, sem verbas de patrocínio master, premiações, vendas de jogadores e bilheteria, setor que tem decepcionado em 2015. 

Os títulos também são fatores que vão dar à gestão mais tranquilidade para trabalhar e até mesmo projetar uma reeleição em 2017. Desde a posse de Aidar, em abril do ano passado, o São Paulo conquistou como melhor resultado o vice-campeonato brasileiro de 2014.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.