Novamente diferente, São Paulo pega o Marilia fora de casa

Muricy Ramalho ainda não conseguiu escalar o mesmo time duas vezes nos oito jogos deste Paulistão

Giuliano Villa Nova, O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2008 | 15h06

Nas oito primeiras rodadas do Campeonato Paulista, o técnico Muricy Ramalho não conseguiu repetir a escalação do São Paulo. No jogo contra o Marília, neste domingo, às 16 horas, no Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, o treinador será obrigado a mexer novamente no time: não terá Richarlyson e Adriano, suspensos, e Joilson, lesionado. Porém, se o entrosamento não é o ideal, os são-paulinos têm conquistado os resultados (somam 16 pontos) e, mesmo com tantas mexidas, lutam pelos primeiros lugares. O jogo terá transmissão do estadao.com.br.   Veja também:  Classificação  Resultados e calendário   "Não há como evitar as alterações, os cartões são naturais e nosso calendário é apertado para recuperar as lesões", diz Muricy Ramalho, que se nega a falar em formação ideal. "No papel, todo time é bom. Escalação ideal é a que vence", rebate. A defesa foi o setor que mais sofreu: no total, o treinador teve de fazer oito mudanças entre zagueiros e laterais.   O ataque teve cinco alterações nas primeiras rodadas. O meio-campo sofreu quatro. Apesar disso, os são-paulinos apostam na força do elenco. "O essencial é o grupo ter qualidade. Mesmo que um ou dois jogadores fiquem de fora, temos substitutos a altura", opina Dagoberto, que volta de lesão muscular, mas perdeu a disputa para Borges, para substituir Adriano.   Por sinal, a suspensão do camisa 10, expulso diante do Santos, é um problema a mais para os laterais, que já estavam se acostumando a explorar as jogadas aéreas do centroavante. "O Adriano é importante para qualquer time em que atue, mas vamos procurar aproveitar as características do Aloísio, e servi-lo, para que faça os gols", diz Reasco, que fica com o lugar de Joilson.   ALERTANa vitória por 3 a 2 sobre o Santos, a falta de entendimento entre os zagueiros ficou evidente, pois diversas vezes a defesa foi surpreendida pelos lançamentos do rival. "Ainda não atingimos o entrosamento ideal em razão das mudanças que têm ocorrido", pondera o zagueiro André Dias.    MARÍLIA Mauro; Vinícius, Fernando e Rafael Fefo; Júlio César, João Marcos, Alan, João Vítor e Romeu; Camilo e Wellington Silva. Técnico: Jorge Rauli.  SÃO PAULO Rogério Ceni; André Dias, Juninho e Miranda (Alex); Reasco, Hernanes, Fábio Santos, Hugo e Jorge Wagner; Dagoberto (Borges) e Aloísio. Técnico: Muricy Ramalho. Árbitro: José Henrique de Carvalho.Estádio: Bento de Abreu Sampaio Vidal, em Marília (SP)Horário: 16 horasTV: Globo e Band E a coesão do setor pode continuar prejudicada, em razão das dores musculares de Miranda, que ameaçam tirá-lo do jogo com o Marília. Alex está de sobreaviso. Na vaga de Richarlyson, Hugo é o escolhido, porque está em melhores condições físicas que Júnior. "Nessa partida, esse fator será fundamental, em razão do calor. Não adianta escalar um jogador sem as melhores condições, porque ele não vai agüentar", observa Muricy.   O Marília estréia o zagueiro Fernando, que veio da Portuguesa, e terá a volta do volante João Marcos, que cumpriu suspensão contra o Sertãozinho.

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