Novas músicas tentam mudar clima dos jogos da seleção

Torcida, porém, não abandona o tradicional 'Sou Brasileiro, com muito orgulho, com muito amor'

Robson Morelli - enviado especial a Brasília, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2014 | 19h07

Depois da humilhação sofrida por conta do apoio incondicional dos mexicanos à sua seleção no jogo de Fortaleza, a torcida brasileira tomou um puxão de orelhas coletivo a fim de ser mais participativa e atuante nos jogos da seleção. Cantar o hino nacional à capela já não era mais suficiente. Por isso, empresas ligadas a patrocinadores do Brasil, como a Ambev, e a Rede Globo tentaram dar uma mãozinha para ajudar com novas opções de canções e gritos nos estádios. A intenção era também enterrar o batido "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor."

Folhetos foram distribuídos no Estádio Mané Garrincha. O mais imponente deles, bem feito e diagramado, nas cores verde, azul e amarelo, além do fundo branco, chamava Canta Brasil. Nele, havia trechos de músicas, fáceis e rápidas, como 'Ôooooooô, vai pra cima deles, Brasil', parte de uma canção de um banco patrocinador da Copa do Mundo. Tinha outras: 'Um, dois, três, quatro, cinco, mil! Quem manda nessa Copa é a torcida do Brasil". 

A única que foi timidamente cantada no estádio de Brasília foi "Explode coração, na maior felicidade. É lindo meu Brasil, contagiando e sacudindo essa cidade." Mas quando o Brasil se impunha diante dos camaroneses, além do grito de olé, a torcida insistiu com "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor', fracassando assim essa tentativa de mudar o som das arquibancadas.

A seleção leva a festa agora para Belo Horizonte, na partida das oitavas de final, contra o Chile.

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