Novas regras da Fifa entram em vigor

As novas interpretações para várias regras do futebol, decididas pela International Board em 26 de janeiro deste ano, entram em vigor nesta sexta-feira. São 11 determinações, as principais delas referentes à regra 11, que trata do impedimento, e à 12, referente às faltas e conduta antidesportiva. Também foram feitas pequenas adaptações em itens como número de jogadores aptos a tomar parte de uma partida e a decisões da arbitragem. A essência das regras, no entanto, não muda. As adaptações na regra do impedimento, aliás, estão sendo testadas no Mundial Sub-20, que termina domingo na Holanda. Basicamente, abrangem três situações: a interferência no jogo, o dano causado ao adversário e o fato de um jogador levar vantagem de posição irregular. Na prática, o impedimento passivo acabou, pois agora se um jogador estiver adiantado, mas não tocar na bola nem impedir que algum adversário o faça, o jogo prosseguirá normalmente se a bola for tocada por um companheiro que esteja em situação legal. Mas se um jogador estiver em posição de impedimento no momento do lançamento não poderá participar da jogada, mesmo após a bola ser chutada e bater na trave. Também será irregular obstruir o campo visual ou o movimento de um adversário - nesse caso, caberá ao árbitro avaliar se houve intenção. O auxiliar, a partir de agora, só deverá assinalar o impedimento quando o jogador em posição irregular tocar na bola e não mais quando for feito o lançamento. Mas a determinação que mais chamou a atenção dos jogadores - e com a qual eles tomarão um cuidado maior - é a que pune os carrinhos com cartão vermelho, independentemente de a entrada ser frontal, lateral ou por trás. O que vai valer, nesse caso, é colocar em risco a integridade física do adversário. Os jogadores apóiam a mudança de interpretação. O volante Wendel, do Corinthians, acredita que a medida de punir com expulsão os carrinhos só trará benefícios ao futebol. "O defensor agora terá de aprimorar sua técnica, por não poder mais utilizar essa jogada para corrigir suas falhas.? Para Wendel, os clubes precisarão enfatizar no treinamento de zagueiros e volantes, principalmente aspectos como posicionamento e velocidade. "Aí, se você leva um drible ou perde uma bola, terá de se recuperar rápido para tomar a frente do atacante, e não recorrer ao carrinho. O espetáculo ganha com tal medida. O futebol ficará mais bonito.? Nen, zagueiro do Palmeiras que já não costumava recorrer ao carrinho, também defende a punição rigorosa. "Eu não dou carrinho. A chance de tirar um companheiro de profissão por muito tempo (de atividade) é grande.? Ele já sentiu na pele as conseqüências de um carrinho, quando jogava no Gama-DF. "Um atacante me deu um carrinho por trás, sofri lesão no menisco e tive que passar por uma artroscopia.? Mas o meia Pedrinho, que há alguns anos também teve séria contusão no joelho por causa de um carrinho, entende que é preciso haver bom senso no momento de decidir a punição. "Acho que o juiz tem que interpretar. Se o carrinho foi sem maldade, sem intenção de pegar, tudo bem.? Wendel acredita que não terá dificuldade em se adaptar à proibição dos carrinhos, mas prevê que muita gente vai ter problemas. "Jogadores mais pesados serão obrigados a mudar o jeito de jogar, o que nem sempre é fácil de acontecer.? Novidades - Também muda a partir desta quinta-feira os critérios para definir o número de substituições em amistosos entre seleções. Não sendo entre os times principais, poderão ocorrer mais de 6 alterações, desde que as equipes cheguem a acordo prévio. Jogador substituto que entrar em campo sem autorização do juiz será punido com um tiro indireto (era bola ao chão). E se, numa cobrança de pênalti, houver invasão da área do clube beneficiado e a bola não entrar, a defesa terá, obrigatoriamente, o benefício de um tiro livre indireto a seu favor.

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