Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Novatos, Paquetá e Everton demonstram maturidade na chegada à seleção

Flamenguista e gremista disseram que estão disponíveis para exercer a função desejada pelo técnico Tite nos amistosos dos EUA

O Estado de S. Paulo

03 Setembro 2018 | 19h17

Lucas Paquetá e Everton, dois dos novatos convocados por Tite para os amistosos da seleção brasileira nos Estados Unidos, demonstraram entusiasmo, mas ao mesmo tempo bastante equilíbrio nesta segunda-feira durante a entrevista coletiva.

Depois de ser vaiado após a derrota do Flamengo para o Ceará, domingo pela manhã, no Macaranã, Paquetá estava sorridente e concentrado para o momento "mais importante" da sua vida. "Fico triste pela derrota de domingo. Quando estou no Fla, faço o melhor pelo meu clube. Na seleção, faço o melhor para servir aqui e tenho que deixar o que aconteceu de lado. Entender o que o professor quer e ajudar."

O flamenguista não se animou quando perguntado sobre a Copa do catar, em 2022. "Temos que pensar passo a passo. Primeiro ser convocado, deixar uma boa impressão para voltar nos próximos amistosos. Tem que ser o pensamento para alcançar os objetivos. A Copa ainda está longe, tenho esperança, mas preciso viver o hoje para alcançar esse objetivo."

Nem o fato de atuar em uma posição que poderia suprir a ausência de um "ritmista" na equipe de Tite fez o jogador de 21 anos perder o foco. "É uma posição que eu sempre joguei desde a base. Mas tenho que entrar pronto para entrar e dar meu melhor em qualquer parte do campo"

Everton, que vive grande momento pelo Grêmio, também se apresentou apto a atuar onde for necessário com a camisa verde e amarela. "Futebol de hoje em dia enaltece a versatilidade no ataque, atuar dos dois lados do campo, por dentro, falso 9 como venho atuando no Grêmio às vezes. Estou pronto, preparado para o que o professor precisar. De ambos os lados temos opções de alto nível e quero aprender com eles."

O atacante, de 22 anos, fez questão de destacar o trabalho do técnico Renato Gaúcho para atingir a boa fase. "Renato é um cara que sempre procura conversar com quem ele tem em mãos. Foi o que fiz no clube que me trouxe à Seleção. Ele me disse para fazer o mesmo que o trabalho iria evoluir e dar certo", afirmou o gremista, que considera estar na seleção no momento certo. "Eu tinha pontos que deixava a desejar antes (quando ainda era reserva de Pedro Rocha), muito a evoluir na parte tática. Agora pude ter uma sequência de jogos, tive uma evolução grande, nunca deixei cair, de trabalhar, sabia que a oportunidade ia aparecer e estou sendo recompensado."  

A seleção brasileira volta pela primeira vez a campo, após a derrota para a Bélgica na semifinal da Copa da Rússia, sexta-feira diante dos Estados Unidos. Terça, será a vez de encarar El Salvador.

 

 

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