Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

Nove clubes fundadores desistem da Superliga; Uefa ameaça Barcelona, Real e Juventus

Entidade promete punir os três clubes que ainda não abriram mão do torneio que foi criado em 18 de abril e se desfez poucos dias depois

Redação, Estadão Conteúdo

07 de maio de 2021 | 15h29

Arsenal, Chelsea, Manchester City, Manchester United, Tottenham, Liverpool, Milan, Atlético de Madrid e Inter de Milão renunciaram formalmente à criação da Superliga. O anúncio foi feito, nesta sexta-feira, pela Uefa, que também revelou uma punição a Barcelona, Real Madrid e Juventus, caso esses clubes não desistam do projeto.

"Estes nove clubes reconhecem e aceitam que o projeto da Superliga foi um erro e pedem desculpas aos torcedores, associações nacionais, ligas nacionais, outros clubes europeus e à Uefa. Eles também reconhecem que o projeto não tinha autorização dos Regulamentos e Estatutos da Uefa", informou o comunicado da Uefa.

A entidade também revelou no comunicado que nenhum dos clubes havia sido banido, mas estavam sujeitos a punições do Comitê Disciplinar da Uefa. Com a renúncia à Superliga, houve a permissão para a aprovação de medidas de reintegração dos nove clubes à entidade maior do futebol na Europa.

No fim do comunicado, a Uefa voltou a ameaçar Barcelona, Real Madrid e Juventus. "A Uefa se reserva o direito de tomar quaisquer ações que achar apropriadas contra aqueles clubes que tem até agora se recusado a renunciar à assim chamada Superliga. O assunto será levado aos órgãos disciplinares competentes da Uefa."

Anunciada em 18 de abril, a criação da Superliga Europeia durou menos de 48 horas, após críticas e forte pressão da Uefa e da Fifa, além de outros clubes e de torcedores dos próprios times fundadores.

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