Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

Novo horário de jogos do Brasileirão cai no gosto dos são-paulinos

Torcida aprova ir ao estádio do Morumbi ver o time às 11 horas

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

13 de julho de 2015 | 07h30

O futebol tem ganhado um novo horário aos domingos, quebrando a tradição dos jogos à tarde. Neste ano, um horário alternativo apareceu para concorrer com as partidas das 16h e 18h30 e parece ter caído no gosto do torcedor. Domingo, às 11h, o São Paulo encarou o Coritiba diante de 59. 612 torcedores, um recorde no Brasileirão. Muitos dos que estavam no estádio, só foram ao jogo por causa do horário.

Em torno do Morumbi, era comum ver crianças acompanhadas dos pais, idosos e torcedores que claramente não estão acostumados a frequentar jogos de futebol nem a se misturar com torcedores comuns. Thiago Bernardino de Carvalho foi ao estádio com sua cunhada, Adriana, e com seu filho, Lucas. “Muito legal ver o estádio com bastante criança e mulheres. Horário excelente para a partida. Acho que, pelo menos uma vez por mês, deveria ter um jogo nesse horário do São Paulo”, disse o torcedor.

A CBF oficializou o horário das 11h aos domingos primeiramente para uma partida da rodada. Cada domingo, um mandante do País realiza esse jogo. A entidade já manifestou-se à favor da continuidade dessas partidas matutinas, e agora pensa em fazer dois jogos aos domingos de manhã. Em todos os confrontos já realizados, o público respondeu bem. 

A média de público em jogos do São Paulo no Brasileiro era de 14.809 torcedores até então, o que dá para ter uma ideia do quanto foi um sucesso de público a partida das 11h deste domingo. Além do horário, a diretoria ainda fez uma promoção e abaixou o preço dos ingressos. “Eu vim por causa do horário do jogo. Meu marido que acompanha mais, mas achei sensacional esse horário, porque dá para vir com a família tranquilamente e ainda aproveitar o resto do dia”, contou Rita de Cássia Botton Rosa, que estava com o marido, Valdecir, e com seus filhos Arthur, de dois anos, e Rogério, de seis. “O nome é em homenagem ao goleiro tricolor”, revelou a palmeirense. “Não conta para ninguém. Os meninos são todos são-paulinos, então tinha de vir também, né?”, brincou, ao revelar a preferência pelo Palmeiras.

Também neste horário, os cambistas apareceram no Morumbi para repassar ingressos por preços mais altos. Tinha quem vendesse o ingresso que custava R$ 10 por até R$ 100. O policiamento só agia quando encontrava suspeitos.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolBrasileirãoSão Paulo FC

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.