Novo ídolo santista curte a família na folga

Colombiano Molina se diz feliz pelo desempenho que tem apresentado com a camisa do Santos

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

02 de abril de 2008 | 18h56

Molina vestiu a camisa de oito clubes e das seleções colombianas sub-20 e principal até chegar, há dois meses e desacreditado, ao Santos, aos 27 anos, para cumprir contrato de três anos. E precisou de apenas 14 jogos para entrar para a galeria dos jogadores especiais que conseguiram se destacar por marcar um elevado número de gols numa única partida. Veja também: Apesar dos quatro gols, Molina não sonha com artilhariaOs mais famosos do Santos são Pelé, com oito na vitória por 11 a 0 contra o Botafogo, de Ribeirão Preto, e Araken Patusca, com sete num jogo da década de 30 do século passado. E os mais recentes foram Marcos Assunção, Viola e Kleber Pereira (contra o Paraná, no Campeonato Brasileiro do ano passado), todos com três."Não esperava fazer tantos gols num único jogo. Ainda mais com a camisa sagrada do time que já teve Pelé. O máximo que consegui antes foram três", repetiu pela quarta vez Molina, quando saía da Vila Belmiro, terça-feira à noite, ao lado da mulher Laura, do filho Alejandro (3 anos de idade) e de um dos seus dois maiores amigos no Santos, o zagueiro Betão. O outro é Fábio Costa. As três famílias se reúnem sempre que o futebol permite, e Laura e Alejandro assistem aos jogos do Santos no camarote que o goleiro comprou na Vila Belmiro.Explicação para o sucesso tão rápido, nem Molina tem, mas lembra que o ataque santista cria muitas oportunidades em todos os jogos. "Eu mesmo tenho duas ou três em cada partida, mas não vinha conseguindo fazer os gols. Hoje [terça] acertei o pé." Porém reconhece que a entrada de Rodrigo Tabata para ajudar na marcação do meio-de-campo e a movimentação constante de Wesley fizeram que com que ele pudesse jogar mais perto do gol, o que lhe permitiu finalizar mais vezes. A pergunta que os santistas mais faziam nesta quarta-feira é como um meia canhoto com tanta habilidade e ainda por cima goleador não é titular da seleção colombiana. Maurício Molina é tratado no seu país como Mau Molina, identificação que pediu que fosse estampada nas costas da camisa 21 que ele usa nos jogos da Copa Libertadores da América. Visto como sucessor de Zé Roberto - voltou ao Bayern de Munique -, Molina explica que demorou a recuperar o bom futebol do início da carreira, no Independiente de Santa Fé e Independiente de Medellín, entre 2002 e 2004, porque fez algumas escolhas erradas, pensando mais no lado financeiro. "No último ano, estive esquecido no Estrela Vermelha, da Sérvia", disse, recentemente. "Agora quero me reencontrar no Santos", disse, logo depois da estréia contra o Cúcuta. Ele afirma que se sente bem tanto no clube como na cidade. E fez uma revelação. A sua mulher vai dar a luz a uma menina em julho e o casal escolheu Santos para ser a cidade de seu nascimento. "Se eu tivesse ficado na Sérvia, ela nasceria na Colômbia." O dia seguinte do novo ídolo santista foi reservado ao descanso, à mulher e ao filho. Ele saiu do apartamento apenas no meio da tarde para ir ao banco. Mesmo sendo pouco reconhecido nas ruas e tendo ido a um estabelecimento com atendimento personalizado, usou um boné para não ser notado e apenas teve que responder com acenos a alguns cumprimentos. Na véspera, Molina não informou o seu endereço aos jornalistas e fez apelo. "Peço para que amanhã [quarta-feira] não me liguem cedo, porque vou dormir até o meio dia." E atendeu as chamadas no celular só depois das 14h para dizer que não daria entrevistas. "Amanhã [quinta-feira] atendo a todos", prometeu.

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