Novo treinador do Corinthians vira tema de eleição à presidente

Sem consenso, dirigentes analisam nomes para substituir Mano Menezes: Tite, Abel, Oswaldo de Oliveira e Luxemburgo na pauta 

Vítor Marques

27 de outubro de 2014 | 05h00

Ao afirmar que o Corinthians terá técnico interino em janeiro, o presidente Mário Gobbi empurrou a definição do novo treinador para o próximo presidente. E o tema já domina as eleições no clube, apesar de  o pleito só acontecer em fevereiro. Esse debate antecipado sobre a sucessão de Mano Menezes aconteceu porque, em nenhum momento, houve clima para reunião de consenso, como Gobbi gostaria que acontecesse. 

Candidatos da situação e da oposição já deram sinais de que Mano não continuará no cargo na próxima temporada. Nomes como o de Tite, Oswaldo de Oliveira, Abel Braga e até o de Vanderlei Luxemburgo são cotados para assumir o time em 2015. Gobbi foi claro ao sair do Pacaembu, sábado, após o empate contra o Palmeiras. Ele disse que não renovará com Mano - o vínculo atual termina em dezembro. 

"Eu não acho justo contratar um treinador e depois vem outro presidente e aí não era o que ele queria. Se o Roberto (de Andrade) quiser o treinador Y, e se nós (a situação) não ganhamos? O buraco é mais embaixo. Não é tão simples", disse o atual presidente.

Tite é o preferido entre os candidatos da situação e oposição. Roberto de Andrade, da situação, é o favorito a vencer as eleições. Além de Tite, ele gosta do trabalho de Abel Braga e principalmente o de Oswaldo de Oliveira. Roberto chegou a cogitar manter Mano Menezes, mas rejeição do atual treinador dentro do clube é grande. 

A oposição não definiu o candidato, mas tudo caminha para que Paulo Garcia seja o escolhido. Seu grupo, que já alardeia no Parque São Jorge que Mano não continuará no cargo, quer a volta de Tite ou resgatar Luxemburgo (hoje no Flamengo).

Gobbi tentou, sem sucesso, que as eleições fossem antecipadas para dezembro. Mas ele perdeu no Conselho Deliberativo e as eleições foram mantidas para fevereiro. "Deveria ter saído uma reforma estatutária. Eu propus no meu primeiro ano de mandato. Quem vier como presidente, que assuma seu treinador, a equipe, e o grupo", disse Gobbi. 

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