Rafael Arbex/ Estadão
Gustavo Henrique, Thiago Maia, Zeca e Paulo Ricardo são os Meninos da Vila que jogam como defensores Rafael Arbex/ Estadão

Novos Meninos da Vila se destacam como marcadores

Gustavo, Thiago Maia e Zeca são titulares contra o Sport

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2015 | 07h00

Quais são os jogadores que vêm à sua mente quando você ouve a expressão “Meninos da Vila”? Neymar, Juary, Robinho, Diego, Nilton Batata? Quase todos se destacaram jogando do meio para a frente. Uma nova geração de jogadores do Santos está ampliando essa percepção. Em 2015, pensar nos meninos da Vila também é pensar em defensores. Três deles – Gustavo Henrique, Thiago Maia e Zeca – serão titulares hoje contra o Sport e ajudaram o Santos a renascer no Brasileirão. 

Não é exagero dizer que Gustavo Henrique deu jeito na zaga santista. Ele ganhou a posição de Werley após disputar o Pan de Toronto (conquistou o bronze) e não saiu mais do time. Sua ascensão poderia ter começado antes, mas foi submetido a uma cirurgia no joelho direito no ano passado e ficou quase cinco meses fora. É um dos mais elogiados pela comissão técnica. 

Com poucas oportunidades, Zeca quase foi jogar nos Estados Unidos no início do ano. Foi escalado na primeira partida de Dorival Junior, contra o Figueirense, conquistou seu lugar como lateral esquerdo, mesmo sendo destro. Em 17 jogos, já tem três assistências. 

Thiago Maia é um dos grandes nomes da nova passagem de Dorival pela Vila. Aos 18 anos, é o volante preciso na marcação e está aprendendo a chegar ao ataque. Marcou seu primeiro gol como profissional na vitória sobre o Avaí. “Quem não marca e não corre não consegue vencer no futebol. Antigamente, a habilidade era mais valorizada, o chapéu, a caneta. Hoje tem de fazer gol e saber marcar”, diz. 

Ora zagueiro, ora volante, Paulo Ricardo era titular de Marcelo Fernandes, perdeu espaço com Dorival, mas quase sempre entra nos jogos. Virou uma espécie de curinga. 

“Até os 15 anos, eu jogava mais à frente. Quando surgiu uma oportunidade no Brusque, de Santa Catarina, eu fui bem contra o Figueirense como zagueiro. Aí me encontrei e não saí mais”, diz o jogador de 18 anos que tem como principais referências Sergio Ramos, Busquets, Mascherano, David Luiz e Thiago Silva. 

Para o atacante Juary, representante da primeira geração de “Meninos da Vila” e com mais de 300 gols na carreira, o Santos está conseguindo equilibrar a formação de defensores e atacantes. “O Santos sempre teve um DNA ofensivo. Agora estamos conseguindo equilibrar melhor as revelações”, diz o ex-jogador que atua como avaliador de todas as categorias de base. 

O trabalho das categorias de base do Santos é reconhecido internacionalmente. Na quarta-feira, o trabalho foi destacado por uma reportagem publicada pelo diário espanhol As. A inspiração para a matéria foi a chegada do lateral Danilo, outro defensor criado pelo Santos, ao poderoso Real Madrid. O negócio foi de R$ 108 milhões. “É normal que os meias e atacantes apareçam um pouco mais. Cada um tem a sua função. Não queremos aparecer mais que um atacante”, diz Thiago Maia. 

Alguns resultados da base no primeiro semestre não foram bons. A equipe foi eliminada na primeira fase da Copa São Paulo de Juniores e também caiu na Copa do Brasil sub-15. Em agosto, o sub-20 chegou à semifinal do Torneio de Cotif e acabou eliminado nos pênaltis. Recentemente, a direção do clube reduziu de 230 para 150 o número de jogadores em suas cinco categorias (sub-11, sub-13, sub-15, sub-17 e sub-20). A intenção é fazer avaliações físicas, técnicas e táticas mais amiúde.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Santos vai a Pernambuco para confirmar ascensão

Equipe enfrenta o Sport de olho no G-4

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2015 | 07h00

Antes considerado por muitos um sonho impossível, o G-4 passou a ser um objetivo próximo de ser alcançado pelo Santos. Invicto há oito rodadas, a equipe enfrenta o Sport, hoje, às 18h30, na Ilha Retiro, em busca de mais uma vitória para entrar de vez no bloco dos líderes do Campeonato Brasileiro.

A equipe vive grande fase e ganhou seus últimos jogos: três pelo Nacional e dois, contra o Corinthians, na Copa do Brasil. Para manter o embalo, conta hoje com a volta de Gabriel. O atacante não participou das vitórias sobre Cruzeiro e Chapecoense devido a uma lesão na coxa direita sofrida no segundo jogo com o Corinthians.

O técnico Dorival Junior também aposta alto no poder de fogo de Ricardo Oliveira, artilheiro do Campeonato Brasileiro com 14 gols. Geuvânio, com uma lesão na coxa direita, é desfalque. O atacante será substituído por Neto Berola, que vinha atuando no lugar de Gabriel.

“Temos de continuar ganhando. Estamos há um tempo sem perder, somando pontos, mas não chegamos ao objetivo ainda. Temos de continuar nessa pegada para conseguir o objetivo: chegar no G-4”, afirmou o zagueiro David Braz.

O defensor cita o exemplo do Flamengo, que em 2009 iniciou o campeonato mal, mas depois de uma arrancada no segundo turno ficou o título. “Espero que possa acontecer novamente. É difícil, mas não impossível”, lembrou o zagueiro, que participou daquela campanha.

Se o Santos está no seu melhor momento no Brasileirão, a situação do Sport é inversa. O time pernambucano, após um início surpreendente, caiu de produção e está há oito jogos sem vencer. A sequência de maus resultados derrubou o time na tabela de classificação. Mesmo assim, o técnico Eduardo Baptista não vai mexer no time e repetirá hoje a escalação que empatou por 0 a 0 com o Coritiba na última rodada. 

Tudo o que sabemos sobre:
FutebolBrasileirãoSantos FC

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.