Alberto Saiz/AP
Alberto Saiz/AP

Número de brasileiros no futebol europeu cai 12% nos últimos quatro anos

Embora o País ainda seja quem mais forneça jogadores, vem perdendo espaço para a Espanha

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S. Paulo

21 de janeiro de 2014 | 14h29

GENEBRA - Os brasileiros perdem espaço na elite do futebol europeu e, em muitos casos, começam a dar lugar para jogadores espanhóis. Um levantamento feito pela Universidade de Neuchatel, em colaboração com a Fifa, indicou que, nos últimos quatro anos, o número de brasileiros nas primeiras divisões da Europa caiu em mais de 12%.

O Brasil continua sendo o maior fornecedor de jogadores para a Europa. Em 2014, são 471 atletas disputando as primeiras divisões do Velho Continente. O número, porém, é inferior ao que se registrava em 2009, quando 538 brasileiros atuavam na Europa. A queda foi compensada por outras nacionalidades.

O segundo lugar é da França, com 306 jogadores e 20% a mais que em 2009. O maior salto, porém, foi registrado por jogadores espanhóis, principalmente depois da conquista da Copa do Mundo de 2010. Em 2009, 57 deles jogavam no exterior. Hoje, eles são 178, três vezes mais.

Parte dos brasileiros voltou para o futebol nacional, como Alexandre Pato e Ronaldinho Gaúcho, atraídos por salários compatíveis com o futebol europeu. Mas o informe aponta que os clubes também estão diversificando sua oferta.

Nunca na história de 150 anos do futebol o esporte apresentou um grau globalização tão intenso quanto em 2014. Hoje, mais de um terço dos jogadores atuando no Velho Continente são estrangeiros. Ao mesmo tempo, nunca o número de jogadores formados nas escolinhas desses grandes times foi tão baixo.

Na Inglaterra, 60% dos jogadores na primeira divisão são estrangeiros. Apenas 13% dos jogadores nos times são formados pelo próprio clube. Das cinco grandes ligas europeias, apenas quatro clubes dos 98 times tem mais de 50% de sua equipe formada em casa: Barcelona, Athletic Bilbao, Real Sociedad e Lyon.

Outra exceção é o caso do Ajax. Na Europa, hoje, 69 jogadores que atuam em clubes de primeira divisão foram formados pelo time holandês, um verdadeiro celeiro de craques. O Barcelona não fica distante, com 61 jogadores atuando pela Europa e que saíram das categorias inferiores do clube.

Em média, apenas 21% de um time europeu hoje é composto de jogadores locais. A média cai de forma dramática se o cálculo inclui apenas as grandes ligas. Na Itália, apenas 8% de um time é formado por jogadores locais. Na Rússia, a taxa é de apenas um a cada dez jogadores, quando 12% em Portugal.

A frequência de novas contratações também atingiu uma marca recorde. 40% dos clubes europeus contrataram em média 10 jogadores novos apenas em 2013.

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