Juan Mabromata/AFP
Juan Mabromata/AFP

'O Boca Juniors foi melhor', diz Felipão após derrota por 2 a 0 na Argentina

Técnico reconhece superioridade do time argentino na vitória no jogo de ida da semifinal da Libertadores

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2018 | 00h52

O técnico Luiz Felipe Scolari reconheceu a superioridade do Boca Juniors no primeiro jogo da semifinal da Libertadores ao construir a vitória sobre o Palmeiras por 2 a 0 nesta quarta-feira. “Faltou ao nosso time um controle de bola com mais tranquilidade. Tivemos uma pressão muito grande, mas não deu em nada. Nós administramos bem. No segundo tempo, o Boca foi mais objetivo. Colocou ponta com velocidade pelo lado, começou a nos pressionar que tomamos o primeiro gol. O segundo gol foi pela qualidade do atacante. Hoje, o Boca foi melhor”, reconheceu o treinador. “Não teve apagão. O Boca jogou melhor. Do outro lado tem jogadores de qualidade”, afirmou, em entrevista coletiva no estádio La Bombonera.

Ao longo do jogo na Argentina, o time de Felipão fez o simples: rebateu quantas bolas pôde para longe. Sem medo do chutão. Quando tinha a bola, tocava de lado. Postura ideal para não levar sufoco na casa do Boca. Faltou segurar a bola parada no segundo tempo. O time tentou levar o jogo em água morna para decidir em casa. Conseguiu fazer isso até os 37 do segundo tempo. Depois do primeiro gol, o Boca tomou conta do jogo.

Agora, o Palmeiras terá de vencer por três gols de diferença no Allianz Parque para chegar à final. Se vencer por 2 a 0, leva a decisão para os pênaltis. O duelo de volta será em um Allianz Parque lotado – 33 mil ingressos já foram vendidos. "Vamos encerrar esse assunto hoje. Temos um jogo que vale a possibilidade de brigar lá na frente pelo Brasileiro no sábado. Temos lesões e cartões", disse.

O treinador também avalia que a maratona de jogos prejudica o desempenho do time. "Assim como nós não criamos, como não tivemos a mesma atuação que normalmente. Vamos tentar fazer para o segundo jogo. Estamos jogando nove jogos por mês, três meses seguidos. Em algum dia, vamos ter uma dificuldade maior. A dificuldade maior foi hoje pela qualidade do Boca. Não dá para lamentar. Chegamos até aqui e vamos brigar pelo título brasileiro e pela reviravolta pelo jogo em casa".

E Felipão já deixou claro que pensará em algo diferente para que o time possa reagir e chegar à decisão. “Precisamos trabalhar melhor a bola e ter a situação de condição física igual ao do Boca. Com um sistema diferente de jogo, vamos ver se a gente consegue. Nós já estamos perdendo. Temos de fazer algo diferente”, afirmou o técnico.

 

 

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