Felipe Rau
Felipe Rau

O carisma de Edson Sorriso e 'o meu, o seu, o nosso Pacaembu'

Locutor é especialista na criação de bordões

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2015 | 17h00

Perguntar pelo funcionário Edson Tadeu da Silva no Pacaembu é como procurar agulha em um palheiro. É muito mais fácil chamar por Edson Sorriso ou ainda pelo criador da frase “O meu, o seu, o nosso Pacaembu”. 

O locutor oficial do Estádio Paulo Machado de Carvalho desde 2011 começou a fazer locuções por improviso. Vários funcionários fracassaram no teste para substituir o falecido Milton Silva Carvalho, o seu Milton, voz histórica da arena. Pelo vozeirão, carisma, simpatia e criatividade, Sorriso acabou na cabine em uma partida da seleção brasileira feminina, mas ele não se lembra do rival. “Foi Canadá, México ou Holanda”, afirma. “Deu tremedeira, não sabia o que falar, mas deu certo. Sou um improvisado que deu certo”, diz o chefe técnico de Esportes. 

Sorriso não controla quantas vezes fala na partida. Afirma que não existe uma lógica nos informativos. Além do seu bordão mais famoso – quando ele deixou de falá-lo em alguns jogos foi cobrado pelos profissionais de rádio que trabalham nas coberturas esportivas –, Sorriso se orgulha de criar e lançar mensagens sobre o consumo de água muito antes da crise hídrica. “Água é vida. Preservar a vida é dever de todos. Não desperdice água”, diz. Outra frase famosa alerta para a violência: “na racionalidade da vida, a paixão é pelo futebol”. 


Desde 2011, Edson só deixou de fazer a locução uma vez. Tinha de fazer uma prova no curso de Direito e não podia faltar. Ele acabou trancando o curso por causa da namorada e do filho, que está com dois anos. Pretende e retomar a graduação no ano que vem. “Talvez eu não exerça a profissão, mas quero crescer”, diz, aos 54 anos. 

Além de funcionário da Prefeitura há 30 anos, Sorriso também é cantor e compositor de samba e coordenador dos desfiles de carnaval do grupo de acesso.

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