‘O clássico será decidido nos detalhes e quem errar menos vai ganhar’

Jucilei espera uma boa atuação do São Paulo contra o Corinthians pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro

Entrevista com

Jucilei, volante do São Paulo

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2017 | 07h02

Em pouco tempo no São Paulo, Jucilei se tornou titular e virou ídolo da torcida. Neste domingo, ele enfrenta seu ex-clube e quer mostrar que o São Paulo pode sonhar alto no Brasileirão. O time vem de um resultado positivo em casa, mas ainda não ganhou como visitante no torneio nacional. Para o volante, é muito importante somar ponto em Itaquera.

Você esperava cair nas graças da torcida tão rapidamente?

A gente procura sempre vir e fazer um bom trabalho. Esse reconhecimento da torcida é bom. Isso me motiva mais, me dá mais confiança. É um ponto positivo. Isso só ajuda.

Em um passado recente se falava que o São Paulo era um time sem alma, que os jogadores não mostravam raça em campo. Esse grupo parece ter um perfil diferente. Você sente o elenco com vontade de mostrar um bom futebol?

O grupo está muito focado, a gente sabe que temos um objetivo a alcançar neste ano. Todo mundo tem de correr dentro de campo, se não der na técnica tem de ser na raça e na vontade. Tem de deixar a vida dentro de campo. Costumo falar que a entrega e a vontade não podem faltar nunca. A gente tem de sair de campo cansado e colocar a cabeça no travesseiro ciente de que fez o melhor. Eu procuro sempre jogar assim. Se vou ganhar ou perder é consequência do jogo, mas só entro para dar meu melhor.

Que características você tem que os torcedores gostam?

A marcação. Eu jogo firme, marco bem, e o torcedor de qualquer time gosta disso. Falam que é o pitbull. Eu ainda saio para o jogo, então a torcida se identifica comigo.

Você falou do pitbull, mas você não é um cara que fica falando muito fora de campo, pelo contrário, você até parece ser um cara calmo. É isso mesmo?

Sim, sou uma pessoa tranquila. Fora de campo eu sou um cara calmo, mas dentro eu falo um pouco, cobro, às vezes falo algumas coisas no vestiário também.

Você não é um jogador que costuma fazer gols. O que te dá prazer numa partida?

É o desarme. O cara que é marcador, quando rouba seis ou sete bolas em um jogo, isso é um prazer imenso para quem atua na minha posição. Eu faço poucos gols, atuou mais atrás, então é o desarme que me dá o prazer do gol.

Você ficou marcado no Corinthians por bons jogos e títulos. Você já enfrentou seu ex-clube antes e agora tem outro clássico. Qual a expectativa?

Fiquei seis anos fora, saí tranquilo do Corinthians. Temos um jogo difícil, clássico, na casa deles, mas temos nosso objetivo que é sempre vencer. Vai ser decidido nos detalhes e quem errar menos vai ganhar.

O que você tira de lição desse período fora do País?

A experiência e o posicionamento são importantes. Aprendi muito com o Guus Hiddink. Ele me orientava bastante e falava para mim que eu era o chefe, que a bola tinha de passar por mim toda hora. Então guardei isso. Ele dirigiu Real Madrid, seleções, é um cara vitorioso, então quando falava isso me motivava mais. Levo isso para minha vida toda.

Você chegou a enfrentar o Rogério Ceni quando ele era jogador. Como está sendo ser comandado por ele?

Ele está me surpreendendo positivamente, pelo fato de ser novo como treinador e já mostrar uma experiência tão grande taticamente. Ele diz que tem de jogar para frente. Tem treinador que só fica na retranca e o modo que o Rogério Ceni joga me agrada muito.

Ano que vem tem Copa do Mundo. Você tem esperança em voltar para a seleção?

A esperança é grande. Em 2010 defendi a seleção e agora ter a possibilidade de ser convocado é muito bom, ainda mais porque estou atuando no Brasil, a visibilidade é maior. Se for bem e atuar bem, a possibilidade existe sim. Só depende de mim e eu acredito.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.