José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

'O conjunto da obra não está bom', diz Mano sobre Pato

Técnico dá sua opinião sobre o desempenho do badalado atacante

Vítor Marques, Agência Estado

28 de janeiro de 2014 | 20h17

SÃO PAULO - Parte do descontentamento do torcedor do Corinthians com o Alexandre Pato, vaiado no último jogo contra o São Bernardo, deve-se ao fato de o atacante ter custado R$ 40 milhões. Não é apenas uma questão de o jogador demonstrar ou não ter raça em campo. A opinião é do técnico Mano Menezes, que nesta terça-feira, em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, foi mais uma vez questionado pelo péssimo desempenho do nome mais badalado do seu elenco. Para ele, o "conjunto da obra" ainda não está bom.

"Essa cultura (de raça) é forte e, obviamente, é a essência que o torcedor gosta. Mas não é possível todos terem o mesmo comportamento. Existem diferentes funções. O conjunto da obra é importante, e ainda não está tão bom. Por isso, o torcedor não deu o aval ao Pato. Ele quer que o jogador que vista a camisa do clube acerte. O nível de exigência é do tamanho do investimento que foi feito. Quando os números são maiores, a expectativa, justamente, é maior", disse Mano Menezes.

Sobre as reclamações de Pato após a jogo contra o São Bernardo, Mano Menezes reafirmou que esse é um assunto que deveria ser tratado internamente. E que jamais falaria mal de algum jogador numa entrevista coletiva. "Não é justo um treinador falar (para imprensa) depois de um jogo que um atleta não cumpriu com sua obrigação. E se ele não cumprir, uma duas, três vezes, eu posso tirar ele do time. Os problemas precisam ser resolvidos internamente", avisou o técnico.

Após a partida, Pato reclamou que "não joga sozinho" e disse que cumpriu a função dentro de campo pedida pelo técnico, de jogar enfiado na área. "Ele pediu para eu jogar ali na frente", explicou o jogador. Mano Menezes não quis entrar no mérito da discussão se o atacante entendeu ou não qual seria sua função em campo.

Mas Mano Menezes deixou claro que ele só pede para um jogador do elenco jogar enfiado na área: o peruano Paolo Guerrero. "Só temos um centroavante no plantel, e ele se chama Paolo Guerrero. Só a ele é pedido para jogar de centroavante. Fui claro. Aos outros, peço que joguem de atacante", afirmou treinador.

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