Marlon Costa/ Pernambuco Press
Marlon Costa/ Pernambuco Press

'O Corinthians me ligou depois de fechar com Oswaldo', critica presidente do Sport

João Humberto Martorelli, presidente do Sport, protesta contra postura do técnico e do clube paulista

Monica Bernardes, especial para o Estado, de Recife, Estadão Conteúdo

13 Outubro 2016 | 16h45

Um dia após a confirmação da ida do técnico Oswaldo de Oliveira para o Corinthians, o presidente do Sport, João Humberto Martorelli, fez, nesta quinta, uma avaliação dura sobre a postura do treinador e da direção do clube paulista, que acertaram a transferência nos bastidores pegando a equipe rubro-negra de calças curtas em um momento complicado do Brasileirão. Em 16.º, o clube pernambucano luta para evitar o rebaixamento.

"A direção não é lugar para administrar com fígado, com emoções e sentimentos de decepção, de traição. Mas é claro que não vemos isso (a saída) de forma positiva. Nós achamos que houve uma quebra de contrato. Mas não significa que nós nos sintamos satisfeitos e conformados. Que Oswaldo siga a vida dele. O Sport vai prosseguir como instituição forte que é", disparou Martorelli, para em seguida completar.

"Nós (direção) temos que levar as coisas de maneira racional, fria e assim manter a cabeça de dirigente. Mas eu entendo o torcedor. Eu, como torcedor, não vejo com bons olhos o que aconteceu. Como o Corinthians se comportou, como o técnico se comportou. O presidente do Corinthians me ligou depois de fechar com Oswaldo. Não antes. Ele tentou justificar que estava precisando, que Oswaldo era o único técnico que poderia assumir o Corinthians nesse momento. Era sim um pedido de desculpas. Eu tive que aceitar. Eu vou fazer? Vou vociferar, rugir?", destacou.

Questionado sobre a decisão de manter o agora ex-técnico no comando da equipe durante o jogo da última quarta-feira, quando o Sport perdeu por 3 a 0 contra a Chapecoense, Martorelli foi enfático. "Ele (Oswaldo) tinha um compromisso profissional. O Sport tinha um compromisso profissional. Você vê isso em qualquer canto. O Pep Guardiola fechou com o Manchester City e continuou dirigindo o Bayern de Munique por seis meses", disse.

"Eu entendo o torcedor, que fica desapontado. Mas eu soube da saída no sábado à noite e só conseguimos conversar no domingo. Ele vinha treinando e era importante que tivesse ele como treinador, ainda que fosse seu último jogo. É profissionalismo. Temos que separar o dirigente do torcedor", destacou o presidente rubro-negro, que afirmou ainda que o Sport irá cobrar todas as multas trabalhistas e contratuais previstas ao ex-treinador. "Ele tem um contrato CLT e tem que pagar as rescisões. Ele se demitiu. Vai pagar aviso prévio e tudo mais o que está previsto", concluiu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.