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'O Gre-Nal sempre foi muito forte', relembra o uruguaio Ancheta

Uruguaio Ancheta chegou ao Grêmio no começo da década de 1970 com status de xerifão, ainda que apresentasse um estilo técnico

Entrevista com

Ancheta

Stéfano Mariotto - Especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2014 | 17h00

Ex-zagueiro gremista entre 1971 e 1979, o uruguaio Ancheta foi escolhido um dos melhores zagueiros da Copa de 70, no México, ano em que a celeste foi quarta colocada. No Nacional, foi campeão mundial em 71. Chegou ao Tricolor gaúcho com status de xerifão, ainda que tivesse um estilo técnico. Sua contratação foi rebatida pelo Inter com a vinda de Figueroa. Atualmente faz apresentações de músicas românticas em Porto Alegre. "O público feminino gosta muito", afirma o ídolo gremista.

Você viveu Peñarol e Nacional. Qual a maior rivalidade?

Nacional e Peñarol é um clássico muito forte. Claro que não incluía algumas briguinhas como aqui no Sul, onde tem um pouco mais de violência durante o jogo...Depois dos anos 70, parece que começou a se criar uma identificação por lá, tanto do Nacional com o Grêmio quanto do Peñarol com o Inter. Quem vinha pra cá não vinha com identificação, mas chegava aqui e se transformava. Hoje já vem de lá sabendo o que é a dupla. Tem muito uruguaio que diz que é do Inter ou do Grêmio. Essa identificação existe.

O Gre-nal é a maior rivalidade do Brasil?

Hoje em dia não é tão grande, é só aparência, porque dentro do campo as coisas não acontecem como antigamente, quando tinha muito da camisa. Mas o Gre-nal sempre foi muito forte. É difícil comparar com outros clássicos do Brasil, as torcidas adoram seus times.


E as confusões em Gre-nais?

Houve Gre-Nais engraçados. De repente lhe agrediam você queria agredir também, saía correndo atrás de um, atrás de outro. Mas também não era tão violento assim, não.

Alguma com o Figueroa?

A discórdia sempre acontecia, não (risos)? De repente nos encontrávamos na briga - dificilmente acabava o jogo sem uma. E era mais violento, os árbitros permitiam um pouco mais a violência.Todo mundo falava que eu não batia. Claro que eu era técnico, mas eu botava um dedinho na costela, uma pisada no pé... às vezes tinha que usar, porque naquela época tinha atacantes muito difíceis.


E a dupla com o Figueroa quando vocês jogaram juntos na Seleção Gaúcha contra a Seleção Brasileira?

Pois é, no vestiário o técnico falou: 'Bom, agora me faltam dois zagueiros', porque eu e Figueroa jogávamos pela direita. O Figueroa disse que só jogava pela direita. 'Então eu vou pela esquerda, ora. Não vamos brigar pra jogar pela direita'. E fomos.

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