O ídolo Raí vira cartola no São Paulo

Os dias de Raí estarão ?mais curtos? a partir de junho ? e isso nada tem a ver com a Copa do Mundo. O ex-jogador assume no dia 1º a gerência de Futebol do clube no qual se consagrou. ?Vocês não imaginam o que é para mim aceitar esse desafio justamente no São Paulo, nesse clube em que vivi tantos momentos bons?, disse Raí ao microfone diante de jornalistas e dirigentes, que lotaram nesta sexta-feira o salão do conselho, no Morumbi. Ele deixou a TV Record. Num costume escuro, risca de giz, gravata combinando com o novo estilo ?cartola?, Raí de Souza Vieira de Oliveira apresentou os objetivos a alcançar até abril de 2004. Aos 37 anos, o gerente pretende implantar no São Paulo um projeto de integração entre atletas e dirigentes; categorias de base e a principal e ainda entre jogadores, clube e cidadania. ?São quatro objetivos principais...?, começava a explicar quando o projetor pifou. Telão em ordem, o dirigente passou a expor suas idéias. Ele pretende promover reuniões periódicas entre todos os treinadores, consultoria técnica profissional e de relacionamento e formação contínua de técnicos.No centro de treinamento, cinema, música, informática. Tudo para a formação pessoal: ?Devemos contratar um responsável pela área pedagógica, além de buscar o conceito esporte-escola, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente. Vamos criar um espaço de crescimento, com biblioteca, sala de aula, palestras, música, informática e cinema.? Raí pretende ainda criar um grupo de trabalho para orientar jogadores e ex-jogadores nas áreas jurídica e fiscal: ?A idéia é que esse grupo seja mantido pelos próprios jogadores.?

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