"O Jajá me ajudou muito", diz Pelé

Pelé sentiu muito a morte de Jair Rosa Pinto, o Jajá, seu companheiro da época em que iniciou no Santos. "Fiquei bastante chateado quando soube. Tenho por ele muita admiração e também uma enorme gratidão, porque me orientou muito no início da carreira", conta. "Eu tinha 17 anos quando comecei a jogar no Santos. Na época o Jajá estava no time e me ajudou bastante passando muito da sua experiência. " Segundo o Atleta do Século, o relacionamento profissional se transformou em amizade durante os anos de trabalho na Vila Belmiro. Pelé também lembrou de uma coincidência que o aproximou de Jair Rosa Pinto: o fato de ter o mesmo nome de batismo de Zoca, seu irmão. Outro jogador com muitas lembranças de Jair é o goleiro Oberdan Cattani. Os dois atuaram juntos no Palmeiras e também na seleção paulista. "Ele era um cara muito fechado. Não gostava muito de brincadeiras. Tinha um gênio diferente, mas foi um bom companheiro e sempre teve o respeito dos dirigentes", lembra. Cattani ressaltou a precisão dos chutes de longa distância do meia. "Ele fazia uns lançamentos precisos de 50 metros. Com eles o Humberto foi artilheiro e o Aquiles também fez muitos gols. Mas Jair também driblava e chutava bem." Das muitas partidas que disputou no Palmeiras ao lado de Jair, Cattani recorda de uma em especial. "Em 1952, a gente fez uma viagem para o México e como ele (Jair) era habilidoso, fazia muitos gols de falta. Por isso, sempre que tinha jogada de bola parada, a torcida mexicana pedia para ele fazer a cobrança, gritando o nome dele de um jeito engraçado."

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