O maior perigo para os clubes brasileiros vem da Argentina

Racing e Independiente são alguns dos times que mais ameaçam a possibilidade de título dos brasileiros

Daniel Batista, Wilson Baldini, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2017 | 06h58

Rivais tradicionais da Argentina, um equatoriano que já ganhou Libertadores em pleno Maracanã e uma pedra  no sapato vinda Paraguaio deverão ser os principais obstáculos dos times brasileiros na Copa Sul-Americana.  Apesar de o futebol argentino viver crise financeira, a história mostra que Independiente, Estudiantes e  Racing não podem ser encarados como rivais quaisquer nas fases finais de torneios sul-americanos.

Pela distribuição das chaves, o único time brasileiro a ter um confronto com os ‘hermanos’ já nas oitavas  de final será o Corinthians, de Carille. O atual líder do Campeonato Brasileiro vai encarar o Racing, que conta com Lisandro Lopez, ex- Internacional, e com o uruguaio Arévalo Rios, ex-Botafogo. O clube argentino contratou 11 jogadores nesta  temporada.

O destaque é o meia colombiano Andrés Ibargüen, que veio do Atlético Nacional, campeão da Libertadores. A  zaga foi bem reforçada com o paraguaio Juan Patiño e o argentino Alexis Soto. O setor ofensivo ganhou a  experiência do chileno Ricardo Noir e Enrique Triverio, vindo do mexicano Toluca. O problema do time  argentino é que 13 jogadores deixaram o elenco.

Independiente e Estudiantes, que somam 11 conquistas de Libertadores juntos - sete do primeiro e quatro do  segundo -, também poderão encarar o time de Parque São Jorge antes da final. Mais precisamente na  semifinal.

O Independiente se reforçou com o experiente beque venezuelano Fernando Amorebieta, recém-chegado do  futebol espanhol. O capitão é o zagueiro Nicolás Tagliafico. Emiliano Rigoni é cotado para ser a estrela do  time. O Independiente ganhou a Copa Sul-Americana de 2010 ao superar o Goiás na disputa de penalidades.

O Estudiantes apostou em uma base mais veterana. Chegaram os atacantes Gastón Fernandez (ex-Grêmio), de 33  anos, e Mariano Pavone (35 anos), além de Rodrigo Braña (38 anos) e Pablo Luguercio (35 anos). 

O Fluminense terá de espantar um fantasma que o persegue há quase uma década. O obstáculo para o clube das  Laranjeiras atingir as quartas de final será a LDU, que em 2008 ganhou a Libertadores dentro do Maracanã.

Além disso, o Cerro Porteño, tradicional representante paraguaio e semifinalista da edição do ano passado,  é outro oponente que não pode ser esquecido, tampouco desprezado. Afinal, o clube é o quarto com mais  participações em Libertadores, ao disputar 38 edições. O paraguaio Libertad, os colombianos Santa Fe e  Junior Barranquilla, o pequeno argentino Atlético Tucumán e o paraguaio Nacional não aparecem entre os  favoritos para levantar a taça.

Uruguaios. Um detalhe que chama a atenção entre os classificados para as oitavas de final é a ausência de  times uruguaios. Nacional e Peñarol lideram em número de participações em Libertadores da América, cada um  soma 44 presenças.

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