O Moleque Travesso chega à 3ª idade

?Em agosto, sentei-me sobre um vulcão que quatro meses depois entraria em erupção. Fizemos ajustes e a situação está equilibrada.? Embora a frase lembre um administrador de empresas, ela é de autoria de Armando Raucci, presidente do Juventus, um dos clubes mais tradicionais de São Paulo, que completa nesta terça-feira 80 anos. À custa de quase cem demissões, Raucci, empresário do setor de manutenção de redes elétricas, reformulou os departamentos e sanou o déficit de R$ 230 mil mensais do clube da Mooca. Além das críticas de conselheiros do clube, Raucci também vive o eterno dilema: conciliar o aspecto social com o futebol. ?Precisamos urgentemente de um parceiro ou patrocinador forte para bancar a equipe.? O clube foi fundado em 1924 por funcionários do Cotonifício Rodolfo Crespi como Extra São Paulo, teve o preto, branco e vermelho como primeiras cores. Só adotou o nome Juventus e o grená em 1930, quando disputou o Campeonato Paulista pela primeira vez. Como outros clubes pequenos, sempre teve na venda de jogadores formados em casa sua principal fonte de renda. Mas há anos a ?fonte secou?, e o Juventus conta com o aluguel de três salões de festa e cerca de 4 mil sócios pagantes ? 20% inadimplentes ? para se manter. O time recebeu o apelido de ?Moleque Travesso? após a vitória sobre o Corinthians, por 2 a 1, no Parque São Jorge, em 1930. Nas décadas seguintes, surpreendeu os mais fortes muitas vezes. Seu título mais importante é o da Série B do Campeonato Brasileiro ? Taça de Prata ? de 1983, além do Torneio Início de 1986.

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