O Palmeiras é rebaixado para a Segundona na 36ª rodada do Brasileirão

O empate com o Flamengo, aliado com a vitória do Bahia e o empate da Lusa, leva o time paulista para a Série B, após 10 anos da 1ª queda

Luiz Antônio Prósperi, O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2012 | 21h23

VOLTA REDONDA - Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras... o grito forte da torcida em Volta Redonda perdeu intensidade e ao fim do jogo diante do Flamengo virou dor. O empate 1 a 1 e a combinação de resultados – vitória (1 a 0) do Bahia diante da Ponte Preta e empate da Portuguesa com o Grêmio no Canindé por 2 a 2  – devolveram o Palmeiras à Série B, após dez anos da primeira queda.

A longa agonia acabou com o Palmeiras em 18.º, com 34 pontos, sem a mínima possibilidade de alcançar Bahia (43) e Portuguesa (43), a duas rodadas do fim do Campeonato Brasileiro. O rebaixamento anunciado teve seu último capítulo escrito em Volta Redonda. Sem seus principais jogadores, o Palmeiras apostou em um punhado de coadjuvantes para manter a respiração na Série A. Não havia outra saída ao técnico Gilson Kleina, diante de pelo menos sete titulares fora de combate, a não ser contar com a boa vontade de Tiago Real, Mazinho, Román, Maikon Leite e outros figurantes de segundo escalão.

Kleina projetou o time para marcar o Flamengo e sair em velocidade para o ataque com Maikon Leite na direita e Mazinho na esquerda, sempre a serviço de Barcos. Estratégia correta para um time de limitados recursos técnicos e com a obrigação de vencer sob pena de ser rebaixado à Série B. Como um grupo de destemidos o Palmeiras encarou o Flamengo sem medo. Também não havia muito o que temer do adversário, um time sem padrão, recheado de jogadores fracos e com apenas um compromisso: pegar a bola e esticar para Vagner Love correr.

No primeiro tempo, o Palmeiras cumpriu bem o seu papel, mas não incomodou a equipe carioca que, por sua vez, também não deu trabalho a Bruno. O jogo não empolgou, apesar da agonia e certo desespero dos palmeirenses dentro e fora de campo à espera de um gol salvador.

Havia ainda a expectativa pelo resultado de Bahia e Ponte Preta que jogavam no mesmo horário. O time baiano não poderia vencer. Enquanto aguardava uma boa notícia de Salvador, o Palmeiras suava, mas não conseguia chegar ao gol do Fla. Foram 45 minutos de luta, só isso.

A história do segundo tempo foi dramática. Com 7 minutos, Tiago Real saiu com uma luxação no ombro direito. Vinicius, um menino que andava esquecido no grupo, entrou no lugar de Real. Em seguida, Barcos sofreu um pênalti de Ramon não anotado pelo árbitro.

FELICIDADE E DOR

Apesar do erro do juiz, o time continuou lutando e saiu premiado aos 17 minutos. Vinicius, um herói improvável, bateu forte de fora da área e Paulo Victor espalmou para dentro do seu próprio gol. O Palmeiras estava na frente. A vitória parcial pelo menos adiava a queda do Alviverde. O ambiente de agonia mudou para uma atmosfera de euforia.

E poderia se transformar em alegria não fosse por um erro grotesco do Maikon Leite, que pensa com as pernas e não com o cérebro. Ele teve a chance de matar o jogo em um contra-ataque, mas chutou para fora, aos 35. Para complicar ainda mais a vida do Alviverde, lá em Salvador o Bahia cravava o gol em cima da Ponte Preta. Gol da salvação dos baianos e da asfixia dos palmeirenses. O Bahia chegava aos 43 pontos, número inalcançável pelo time paulista.

Apesar do gol em Salvador e do perdido por Maikon Leite, o time paulista tinha o controle da situação. Mas aos 44 minutos a casa caiu. Vagner Love, que não carimbava a rede há dez jogos, teve uma chance, chutou sem força, Román tentou interceptar e iludiu Bruno: 1 a 1.

O empate liquidava com as esperanças do Alviverde. Nas arquibancadas em Volta Redonda, havia dor, desilusão e um sentimento de que o time estava rebaixado à Série B. Quando o árbitro apitou fim de jogo, lágrimas escorreram de torcedores e de alguns jogadores, como Vinicius, o iluminado da tarde que viu sua luz apagar com o gol de Love.

NAS MÃOS DA LUSA

A longa agonia do Palestra ainda não havia terminado. Um fio de esperança estava aceso no Canindé, onde a Portuguesa enfrentaria o Grêmio a partir das 19h30. A torcida era por uma derrota da Lusa, qualquer outro resultado rebaixaria o Palestra. A lodorida espera que acabou com o empate da Portuguesa. O grito de Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras vai ecoar na Série B em 2013 .

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