JF Diorio/Estadão
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'O Palmeiras tem tudo para quebrar o recorde de 2009', diz Cleiton Xavier

Atualmente no Vitória, meia afirma que time atual se parece à equipe que anos atrás ganhou as sete primeiras partidas no Estadual

Entrevista com

Cleiton Xavier

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

15 de fevereiro de 2018 | 07h00

Se ganhar do Linense, nesta quinta-feira, no Allianz Parque, pelo Campeonato Paulista, o Palmeiras vai igualar o melhor início de temporada do século. E na opinião de um jogador daquele time, o meia Cleiton Xavier, há várias semelhanças entre o elenco de 2009 e o atual, que na opinião dele, deve conquistar mais do que sete vitórias consecutivas e, assim, superar o recorde. O jogador do Vitória falou com o Estado sobre o assunto.

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O Palmeiras atual pode quebrar o recorde? 

Tem tudo para quebrar nossa série. Mas é preciso ter atenção com a armadilha do relaxamento. O Paulista é o Estadual mais difícil. Essas equipes do interior vêm mais forte, com mais atenção. Quando uma equipe começa a se destacar, atrai mais a marcação, os adversários se preparam mais. Vejo o Palmeiras bem servido, tem um elenco muito bom.

Você vê semelhanças entre as equipes?

Na ofensividade. Tínhamos vários jogadores rápidos. Em algumas partidas, como o técnico gostava de atacar, até me recuou para volante. Os dois times gostam de ficar com a bola, de ir para o ataque, e estão em formação, com gente chegando. Vejo o Palmeiras com um comportamento positivo, com disposição, assim como o nosso time. Prolongamos as vitórias por um bom tempo.

Naquele ano você tinha acabado de chegar ao clube. Esperava ter virado titular?

Foi além da expectativa, mas eu tinha vindo de dois anos muito bons. Então, eu sabia que ia dar certo de algum jeito, pelo treinador que a gente tinha, pelo elenco que foi montado. Só nao esperava ser tao rápido essa sequência minha e do time, com jogos e gols e vaga de titular. Mas eu estava preparado para isso. Lembro que eu consegui fazer cinco gols nos cinco primeiro jogos, algo que nunca tinha feito na minha carreira. Foi um início perfeito.

Naquele ano o favoritismo atrapalhou?

Sim, principalmente pelo que o Palmeiras tinha feito em 2008, porque foi campeão paulista e era um elenco forte. Infelizmente a gente acabou desclassificado na semifinal pelo Santos, mas todo mundo dava o Palmeiras como favorito pelo forte início de ano que fizemos.

O quanto chegar ao clube e fazer essa sequência de jogos e gols te ajudou?

O Palmeiras foi fundamental para a minha trajetória, para que pudesse chegar à seleção brasileira e jogar na Europa.  Essa sequência foi importante para me firmar no clube. Tenho ainda um grande carinho pelo Palmeiras.

 

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