Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

O Santos vai cair? Entenda o que o time precisa para não ser rebaixado e se classificar no Paulistão

Time da Baixada vai para a última rodada lutando para permanecer na primeira divisão do Estadual e ainda sonhar com vaga no mata-mata

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2022 | 13h32
Atualizado 18 de março de 2022 | 16h41

Pela segunda temporada seguida, o Santos corre risco de rebaixamento no Campeonato Paulista. No último ano, o clube precisou da calculadora para evitar o descenso no Brasileirão, que só veio nas últimas rodadas. Em 2021, o time precisou de uma vitória sobre o São Bento por 2 a 0 para escapar da Série A2 do Estadual. Da mesma forma, com uma campanha fraca, o Santos acabou não se classificando para a segunda fase do Paulistão, ficando atrás de Mirassol e Guarani em seu grupo.

Neste ano, apesar de correr risco de ser rebaixado, a equipe ainda tem possibilidades de se classificar para as quartas de final. Entenda os caninhos do Santos para escapar da degola no Paulistão.

Após o empate em 3 a 3 com a Ferroviária, em Araraquara, a equipe de Fabián Bustos entra em campo diante do Água Santa neste sábado, às 16h, na Vila. O adversário do time da Baixada está em último no Grupo A, com 11 pontos, mas ainda sonha com a classificação também. Então, não vai ser um jogo fácil. Para isso, vai precisar se impor na casa santista. 

Classificação ou queda?

O regulamento do Paulistão conta com 16 equipes, divididas em quatro grupos. Classificam-se os dois melhores times de cada um, enquanto os donos das duas piores campanhas sofrem o descenso para a Série A2. O Novorizontino já está rebaixado. Resta uma vaga. Até a 11ª rodada, o Santos conquistou 11 pontos e ocupa a terceira posição no Grupo D, atrás do Red Bull Bragantino, com 19 pontos, e do Santo André, com 12. Na classificação geral da competição, o time fica à frente apenas da Ponte Preta e do Novorizontino.

Para se livrar da segunda divisão, um empate com o Água Santa é suficiente para eliminar qualquer risco matemático de rebaixamento. Neste cenário, o Santos somaria 12 pontos enquanto que a Ponte, mesmo vencendo seu jogo, só chegaria a 11, por exemplo. Em caso de derrota, a equipe santista vai precisar torcer para que o time de Campinas perca ou empate diante do Ituano, que briga para se classificar na chave do Palmeiras. É segundo colocado, com 18 pontos.

Já para garantir a classificação para a próxima fase, o Santos não depende de suas próprias forças. Além de vencer o Água Santa, o time alvinegro precisa torcer para o Santo André (12 pontos) não bater, no ABC, a Inter de Limeira. O primeiro da chave já é o Red Bull Bragantino, com 19 pontos. Com a 14ª campanha geral, apenas uma posição acima da zona de rebaixamento, a partida contra o Água Santa será um desafio para Fabián Bustos. Escolhido como o substituto ideal para Fábio Carille, o treinador argentino comandou o time em três jogos, mas ainda não venceu nenhuma vez. 

Outros 'dramas' dos grandes

Além de repetir o trauma da última temporada, outros clubes grandes de São Paulo já passaram por situações semelhantes, apesar de nunca terem sido rebaixados no estadual. Em 1968, o Palmeiras foi o primeiro a sentir o risco do rebaixamento. Apesar de chegar à final da Libertadores naquele ano, a equipe amargou uma sequência de resultados negativos que a colocou em uma situação dramática. O alívio veio após um empate em 1 a 1 com o Guarani, mas que, devido à escalação de dois jogadores irregulares da equipe de Campinas, garantiu a vitória ao time da capital nos tribunais e, consequentemente, a permanência na primeira divisão.

Outro caso, esse mais recente, também atormentou outra grande torcida da capital. Em 2004, o Corinthians teve uma campanha terrível, com apenas duas vitórias e oito pontos conquistados, e chegou à última rodada com reais chances de rebaixamento. Dependendo apenas de si, o time alvinegro acabou derrotado pela Portuguesa Santista, por 1 a 0, e dependeu do São Paulo para não amargar seu primeiro rebaixamento na história.

Diante do Juventus, lanterna daquela edição, o time tricolor "salvou" seu maior rival, e Grafite, jogador com passagens pelo futebol alemão e pela seleção brasileira, marcou dois gols na vitória que garantiu a permanência do Corinthians na Série A1. Vitória esta que foi acompanhada por protestos e revolta da torcida do São Paulo, que pedia para que a equipe "entregasse" o jogo. 

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